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domingo, 22 de julho de 2012

O que um campeão tem de diferente???

"Aprenda com eles e transfira para a sua vida!"


Psicóloga lista sete habilidades fundamentais de um supercampeão.Psicólogo do esporte auxilia o atleta a se desenvolver no esporte e na vida.


Motivação e persistência são aspectos básicos par se tornar um atleta.R7Atletas podem ter personalidades diferentes, mas Simone Meyer Sanches, psicóloga do esporte, identifica características próprias de velocistas, fundistas, saltadores e lançadores, que ajudam no sucesso em suas respectivas modalidades.

Há sete anos trabalhando com atletismo na Orcampi (Organização Funilense de Atletismo), em Campinas, e há dois na BM&F/Bovespa, agora em São Caetano, Simone explica que, no esporte, o psicólogo ainda tem imagem relacionada a “problemas” e “é preciso quebrar esse paradigma”.

- A função do psicólogo é auxiliar o atleta a se desenvolver no esporte e como pessoa. Não é uma terapia, um trabalho individual, com hora marcada – já seria impossível, com 90 atletas. Mas também porque não haveria a necessária neutralidade. A gente convive em treinos, competições, ônibus, hotéis. O psicólogo do esporte ajuda o atleta a pensar, a encontrar caminhos, a se fortalecer para qualquer situação.



Raio-X de supercampeão

O atleta “ideal” tem habilidades psicológicas que já o ajudaram a chegar ao esporte de alto rendimento, e que vão além mesmo além de aspectos fundamentais como motivação e persistência. E essas habilidades ainda podem ser treinadas, explica Simone, que lista sete delas.

1 – Competitividade. É evidente, mas o atleta se mostra competitivo ainda nos treinos, antes de entrar em competições.

2 – Autoinstruções positivas. O atleta lida com pressões, interna e externas, que vão da dor ao medo, do sol à chuva, do arriscar limites a avaliações constantes.

3 – Resiliência. É a capacidade de lidar da melhor forma com adversidades. O atleta encontra o lado bom das situações, valoriza o que já conquistou. Diante de fatores de risco, encontra fatores de proteção. Não apenas obedece, mas pensa. E ainda passa essa capacidade para a vida pessoal.

4 – Autoconhecimento. Valoriza as própria qualidades e reconhece pontos fracos, para trabalhar em cima deles. Aproveita mesmo as informações que tem de si mesmo para traçar estratégia para suas provas.

5 - Concentração. Tem a ver com personalidade, mas também com o ambiente.

6 – Capacidade de lidar com o imprevisto. O atleta lida o tempo todo com o imprevisto – são atrasos nas provas, ou antecipações, que podem desestruturar tudo o que planejou ainda no aquecimento. Trabalhar em cima do inesperado, sem perder a motivação, é um diferencial “ótimo”.

7 – Comunicação. Além de ter informações, dele mesmo e dos rivais, o atleta precisa passar isso para o treinador – e este, saber ouvir e como adaptar treinos e intervalos de descanso, mesmo porque um atleta pode precisar parar dois dias enquanto outro precisa se sentir treinando, mesmo que seja em “descanso ativo”.



Denise Mirás

segunda-feira, 9 de abril de 2012

NO PAIN, NO GAIN - SEM DOR VOCÊ NÃO VAI A LUGAR NENHUM


Trabalho do Coach Nick Baker, Head Coach do Peak Performance Swim Camp de Orlando, Florida, a respeito das dores que os atletas sentem nos treinamentos.

O QUE SÃO BOAS DORES E O QUE SÃO MÁS DORES ?

Boas dores são aquelas que fazem bem sentir durante o treinamento intensivo, veja alguns exemplos:

1. A dor que você sente quando seus braços estão pesados e você mal consegue levantar durante uma série de borboleta.
2. A dor que você sente quando seus músculos estão exaustos e você sequer consegue finalizar seu estilo nadando crawl.
3. A dor que você sente no pescoço ao tentar manter a cabeça na posição correta numa longa série de costas.
4. A dor que você sente no lado de seu corpo num esforço de alta intensidade.
5. A dor que vem das pernas após uma série de perna deixando-as pesadas e duras.
6. A dor que você sente no estômago e mal consegue caminhar ou até rir depois de um dia de intenso programa de abdominais.

Más dores são aquelas que precisam ser evitadas e quando acontecem o atleta deve comunicar imediatamente ao treinador, veja alguns exemplos:"

1. A dor que você sente no joelho em series de perna ou muitas vezes na impulsão da borda nas viradas.
2. A dor que você sente no pulmão em uma série de treinamento hipóxico que acaba lhe deixando tonto.
3. A dor que você sente no ombro nas recuperações de crawl ou borboleta.

BONS ALIVIADORES DE DOR


1. Cante, pense em coisas positivas, não pense na dor durante o treinamento.
2. Nade forte em treinamento como se fosse uma competição. Competindo contra os seus companheiros você vai manter sua mente longe da dor.
3. Seja competitivo com seus companheiros. Se eles podem fazer durante o treino, você também poderá fazer.
4. Desafie a dor. Passe por cima dela, vença ela.
5. Ao invés de pensar em sua dor, mantenha a sua mente focalizando a técnica de seu nado, a freqüência e a qualidade do seu trabalho.
6. Pense a frente, no final da série, como você se sentirá orgulhoso de ter vencido a dor durante aquele dia.
7. Pense no benefício que suportar a dor irá lhe trazer. Saiba que quanto mais dor você suportar mais forte você ficará e melhores serão os resultados. 
 
Bona Treinos !!!

sábado, 1 de outubro de 2011

Como vencer as barreiras da mente e as dificuldades?

Atletas enfrentam dificuldades, como acordar cedo, ter disciplina, alimentação saudável, treinos árduos. Mas há algumas dicas para vencer essas intempéries
| Por Dr. Alexandre Castelo Branco de Luca, MD e PhD     Ativo.com  

 
foto: ricardo moreno - ativo.com
Bom dia a todos. Acredito que uma das coisas mais importantes que enfrentamos no dia-a-dia são as nossas limitações, ou melhor, o que a nossa mente passa para nós. A mente mente para nós.
Este é um trocadilho importante, pois todos os dias eu vejo situações de superação. Sabemos que a rotina, a regularidade ao longo dos dias muitas vezes é monótono e solitário, mas, como tudo na vida, tem o seu lado bom e positivo. A regularidade faz com que tenhamos disciplina, força de vontade de superar as dificuldades.
O segredo da vida e da longevidade é a rotina de vida que levamos ao longo dos anos. A qualidade de vida que empregamos no nosso dia-a-dia... ser feliz, estar em harmonia...buscar a saúde a todo custo...nossos hábitos de vida...
Temos vivências a todo o instante, coletamos as experiências dos outros para podermos colocá-las em prática. As dificuldades do nosso cotidiano têm como fundamento o nosso amadurecimento, crescimento interior, abstração dos sentidos e, o mais importante, achar a solução para as nossas próprias limitações.
Como o nosso foco é saúde, qualidade de vida e a prática consciente de atividade física, temos uma missão muito digna de mostrar o caminho para as pessoas. Como atletas, encontramos muitas dificuldades tais como acordar cedo, alimentação saudável, disciplina, treinos árduos, alterações climáticas (chuva, frio...), lesões, rotina – rotina – rotina.
Mas nada é impossível, se muitos conseguiram você também pode conseguir. Se muitos foram campeões – você é o próximo.
Assim sendo, segue algumas dicas do cotidiano para podermos superar os problemas:
1- Ser feliz
2- Disciplina
3- Gratidão
4- Foco
5- Perdão
6- Alimentação saudável
7- Prática de uma atividade física
8- Momento para meditação e reflexão
9- Família
10- Diversão
11- Amigos
12- Visão de futuro



Psicologia esportiva: olhe para dentro


Psicologia esportiva: olhe para dentro 
Por que não utilizar o conhecimento adquirido ao longo da vida para cuidar da sua própria saúde?
23/9/2011 10:25  | Por Roberta Lobato    robertalobato@uol.com.br     
 
foto: adam tavares - ativo.com
As vantagens de se praticar uma atividade física já são bem conhecidas. Assim como os cuidados antes de começar a se exercitar também. Você sabe que a avaliação médica e as orientações de técnicos são essenciais. Mas antes de dar esse primeiros passos, faça um exercício: olhe para dentro.
Preste atenção aos sinais que seu corpo dá a você. Ele e sua mente. Entenda as reais necessidades de seu físico, quais os seus limites e as suas potencialidades. Quando falei que esse auto-conhecimento é um exercício, deveria ter colocado entre aspas porque requer alguns momentos de contato com você mesmo. Volte no tempo e lembre-se de seu histórico esportivo. Que atividades físicas já praticou, qual era a intensidade e em que período da sua vida.
Caso nunca tenha experimentado esportes, além das aulas de educação física na escola, cuidado redobrado. Comece aos poucos, uma situação inédita exige adaptação do corpo e do seu estado emocional também. Se você faz parte desse mundo esportivo, há mais tempo, não esqueça que é necessário equilibrar os períodos do treinamento com os de descanso. Seu corpo deve se recuperar para você ter um melhor rendimento e não se machucar.
Sempre tenha em mente os motivos que levaram você a se exercitar. Quando for inserir a caminhada ou a corrida em sua rotina, conheça bem seus benefícios e saiba que esses frutos você colherá de acordo com o momento e estilo de vida que leva.
Não atropele esse processo gradual e escute sempre as mensagens de seu corpo e de sua cabeça. Eles devem agir em sintonia para que, realmente, a atividade física traga prazer e melhore sua saúde

Por que não utilizar o conhecimento adquirido ao longo da vida para cuidar da sua própria saúde?
 Por Roberta Lobato    
 
 

 
foto: adam tavares - ativo.com
As vantagens de se praticar uma atividade física já são bem conhecidas. Assim como os cuidados antes de começar a se exercitar também. Você sabe que a avaliação médica e as orientações de técnicos são essenciais.

 Mas antes de dar esse primeiros passos, faça um exercício: olhe para dentro.
Preste atenção aos sinais que seu corpo dá a você. Ele e sua mente. Entenda as reais necessidades de seu físico, quais os seus limites e as suas potencialidades.

Quando falei que esse auto-conhecimento é um exercício, deveria ter colocado entre aspas porque requer alguns momentos de contato com você mesmo. Volte no tempo e lembre-se de seu histórico esportivo. Que atividades físicas já praticou, qual era a intensidade e em que período da sua vida.

Caso nunca tenha experimentado esportes, além das aulas de educação física na escola, cuidado redobrado. Comece aos poucos, uma situação inédita exige adaptação do corpo e do seu estado emocional também. Se você faz parte desse mundo esportivo, há mais tempo, não esqueça que é necessário equilibrar os períodos do treinamento com os de descanso. Seu corpo deve se recuperar para você ter um melhor rendimento e não se machucar.

Sempre tenha em mente os motivos que levaram você a se exercitar. Quando for inserir a caminhada ou a corrida em sua rotina, conheça bem seus benefícios e saiba que esses frutos você colherá de acordo com o momento e estilo de vida que leva.

Não atropele esse processo gradual e escute sempre as mensagens de seu corpo e de sua cabeça. Eles devem agir em sintonia para que, realmente, a atividade física traga prazer e melhore sua saúde.

:
 Por: Ativo.com

sexta-feira, 25 de março de 2011

O que um campeão tem de diferente???


"Aprenda com eles e transfira para a sua vida!"


Psicóloga lista sete habilidades fundamentais de um supercampeão.Psicólogo do esporte auxilia o atleta a se desenvolver no esporte e na vida.

Motivação e persistência são aspectos básicos par se tornar um atleta. Atletas podem ter personalidades diferentes, mas Simone Meyer Sanches, psicóloga do esporte, identifica características próprias de velocistas, fundistas, saltadores e lançadores, que ajudam no sucesso em suas respectivas modalidades.

Há sete anos trabalhando com atletismo na Orcampi (Organização Funilense de Atletismo), em Campinas, e há dois na BM&F/Bovespa, agora em São Caetano, Simone explica que, no esporte, o psicólogo ainda tem imagem relacionada a “problemas” e “é preciso quebrar esse paradigma”.

- A função do psicólogo é auxiliar o atleta a se desenvolver no esporte e como pessoa. Não é uma terapia, um trabalho individual, com hora marcada – já seria impossível, com 90 atletas. Mas também porque não haveria a necessária neutralidade. A gente convive em treinos, competições, ônibus, hotéis. O psicólogo do esporte ajuda o atleta a pensar, a encontrar caminhos, a se fortalecer para qualquer situação.

Raio-X de supercampeão

O atleta “ideal” tem habilidades psicológicas que já o ajudaram a chegar ao esporte de alto rendimento, e que vão além mesmo além de aspectos fundamentais como motivação e persistência. E essas habilidades ainda podem ser treinadas, explica Simone, que lista sete delas.

1 – Competitividade. É evidente, mas o atleta se mostra competitivo ainda nos treinos, antes de entrar em competições.

2 – Autoinstruções positivas. O atleta lida com pressões, interna e externas, que vão da dor ao medo, do sol à chuva, do arriscar limites a avaliações constantes.

3 – Resiliência. É a capacidade de lidar da melhor forma com adversidades. O atleta encontra o lado bom das situações, valoriza o que já conquistou. Diante de fatores de risco, encontra fatores de proteção. Não apenas obedece, mas pensa. E ainda passa essa capacidade para a vida pessoal.

4 – Autoconhecimento. Valoriza as própria qualidades e reconhece pontos fracos, para trabalhar em cima deles. Aproveita mesmo as informações que tem de si mesmo para traçar estratégia para suas provas.

5 - Concentração. Tem a ver com personalidade, mas também com o ambiente.

6 – Capacidade de lidar com o imprevisto. O atleta lida o tempo todo com o imprevisto – são atrasos nas provas, ou antecipações, que podem desestruturar tudo o que planejou ainda no aquecimento. Trabalhar em cima do inesperado, sem perder a motivação, é um diferencial “ótimo”.

7 – Comunicação. Além de ter informações, dele mesmo e dos rivais, o atleta precisa passar isso para o treinador – e este, saber ouvir e como adaptar treinos e intervalos de descanso, mesmo porque um atleta pode precisar parar dois dias enquanto outro precisa se sentir treinando, mesmo que seja em “descanso ativo”.

Denise Mirás

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Implicações Psicológicas na Prática Esportiva

A aproximação da participação em uma competição esportiva, seja ela qual for, pode suscitar pensamentos, sentimentos, comportamentos e reações psicofisiológicas nos atletas participantes que afetam positivamente ou negativamente o rendimento esportivo de cada um. A partir dos conceitos fundamentados nas idéias da teoria psicológica cognitiva de Beck (1997)[i] e adaptados para a psicologia esportiva, em linhas gerais pode-se afirmar que um bom funcionamento mental dependerá da interpretação que cada atleta tem da situação.

Caso a participação neste evento seja interpretada como ameaçadora, fonte de cobrança excessiva ou geradora de alto nível de expectativa, sentimentos como medo, ansiedade ou insegurança podem ser desencadeados. Altos níveis de stress podem gerar fadiga muscular comprometendo todo um processo de preparação técnico e físico para a competição. Segundo Lipp (1996)[ii], “Stress é definido como uma reação do organismo, com componentes físicos e/ou psicológicos, causadas pelas alterações psicofisiológicas que ocorrem quando a pessoa se confronta com uma situação que, de um modo ou de outro, a irrite, amedronte, excite, confunda ou mesmo que a faça imensamente feliz”.
Técnicas psicológicas como relaxamento, visualização e mentalização em conjunto com um trabalho de reestruturação podem ser conduzidas visando à redução das reações psicofisiológicas disfuncionais. Por isso, a preparação e o acompanhamento psicológicos por profissional da área são fundamentais na identificação e resolução de intercorrências emocionais prevenindo comportamentos indesejáveis no período competitivo em prol da excelência de performance.

Profª. Mst. Adriana Lacerda

Fonte: Portal da Ativida Física
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sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Uma luz sobre o Fracasso (ou como atingir os objetivos estabelecidos)

É óbvio que sempre queremos falar das vitórias e das conquistas. É isso que sempre buscamos, é a razão de todo o esforço e dedicação a que nos submetemos quando nos envolvemos em uma competição esportiva.

No pólo oposto, a simples menção da palavra fracasso nos causa resistência, antipatia e até medo ou receio. Mas infelizmente o fracasso faz parte do esporte (e da vida), tanto quanto o sucesso e o fato de ignorarmos esta condição primordial não nos torna menos sujeitos a ele. Pelo contrário, quanto mais preparados para enfrentar a possibilidade de fracassar estivermos, mais capazes de evitá-lo seremos e mais eficientes em transformar os possíveis fracassos em sucessos futuros iremos nos tornar.

Não digo que devemos estar constantemente preocupados com o que pode dar errado, tornando o medo de perder um controlador de nossos comportamentos mais forte que o desejo de ganhar. Mas considerar que o fracasso faz parte de qualquer tentativa, nos ajuda a planejar melhor nossos objetivos na tentativa de evitá-lo. Aceitá-lo, quando ele ocorre, nos permite avaliar a situação toda de uma forma mais eficiente, para que possamos identificar os fatores que realmente foram os determinantes desta situação e corrigi-los em uma próxima tentativa.

O FRACASSO

Não podemos confundir fracasso com derrota. O fracasso pode estar presente na performance do campeão, que pode ter falhado em melhorar seu tempo ou em conquistar um índice, e o sucesso pode ocorrer para um atleta que finalmente conseguiu completar uma prova, independente de seu tempo ou posição. Em qualquer vitória podemos identificar pequenos fracassos e em qualquer derrota podemos encontrar pequenos sucessos.

O Sucesso e o Fracasso estão, portanto, muito mais relacionados aos objetivos estabelecidos do que ao resultado final concreto. Atingir o objetivo é o sucesso, não atingi-lo seria o fracasso. Mas como já disse antes não existem sucessos ou fracassos absolutos, mas precisamos admiti-los se quisermos evoluir.

Diferentes motivos podem nos levar ao fracasso, e deveremos estar atentos a cada um deles quando nos preparamos para qualquer competição.

O primeiro deles ocorre quando estabelecemos os objetivos, sem considerar os aspectos de realidade, simplesmente pautados em nossos desejos e não em nossas capacidades reais. Três fatores podem influenciar esta situação. O primeiro é o fato de nos basearmos apenas em nossos desejos. Os desejos e sonhos são fundamentais para qualquer conquista, mas eles não podem depender apenas do querer, precisam se basear em uma correta avaliação das condições pessoais e das capacidades já demonstradas em situações anteriores.

A busca pelos objetivos também pressupõe trabalho. E a capacidade, desejo e iniciativa para realizar o que é preciso também precisam ser considerados no estabelecimento dos objetivos. O fracasso neste ponto ocorrerá quando a preparação ou treinamento realizado não for adequado ou suficiente para atingir o nível de performance desejado ou esperado.

Uma auto-avaliação sincera e realista também é fundamental para evitar fracassos. Conhecer as capacidades físicas, técnicas, táticas e psicológicas individuais, assim como seus limites e possibilidades de enfrentar os desafios determinados, permitem uma avaliação mais correta e um estabelecimento de metas mais realistas.

Outra forma perigosa de se fracassar é a de basear os objetivos definidos em referenciais externos, fora do controle pessoal do indivíduo. O foco principal tem de ser sempre em aspectos que estão sob o nosso controle. O treinamento, a capacidade física (força, velocidade...), o potencial, todos estes aspectos dependentes do indivíduo e não do meio ou do adversário. Não somos capazes de prever como estará o tempo (fator determinante em eventos outdoor) ou as condições de competição. Não sabemos como estarão os nossos adversários, como eles estão preparados. É evidente que em uma competição temos que considerar nossos adversários, uma vez que queremos e temos como objetivo superá-los. Mas enquanto o foco for apenas o outro, deixaremos de identificar o que precisamos evoluir, nossos pontos fortes e os fracos e seremos incapazes de inclusive enxergar os pequenos sucessos em uma situação de fracasso.

Também não podemos deixar de identificar como fator determinante do fracasso o imprevisto. Fatores incontroláveis e os controláveis de que nos esquecemos podem sempre influenciar o resultado final de uma competição. Em algumas mais, em outra menos. Quanto mais dependente a modalidade for de fatores externos e fora de nosso controle, maior a probabilidade de que eles façam alguma diferença no final. Cabe ao atleta, diante dessa situação, aprender a lidar e enfrentar o imprevisto, se preparar para evitá-lo e desenvolver estratégias para que possa se recuperar ou reestruturar suas metas, diante do aparecimento destes fatores.

Sucesso e fracasso são apenas palavras, termos utilizados para descrever situações e contingências. São resultado de planejamentos e estabelecimentos de metas adequados ou inadequados para alcançar aquilo a que nos propomos, em uma determinada situação, em um determinado momento. Não carregam em si, a priori, juízo de valor sobre a capacidade do sujeito. Acertar, errar e se adaptar faz parte do jogo, e aprender com cada situação é fundamental para o crescimento e a evolução de qualquer atleta ou pessoa.

Por: Arthur Ferraz às 11:31