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sábado, 18 de março de 2017

NAVEGAR É PRECISO








"A navegação (respiração frontal) é como a virada nos 50m livre, se você não sabe este fundamento, a probabilidade de nadar e se desgastar muito rápido é de quase 100%!

Muitos nadadores acabam usando essa técnica de maneira errada, sendo prejudicial para o desempenho nas provas. 

Por isso, aí vão algumas dicas de como usar a navegação a seu favor:

1. Pratique a navegação (respiração frontal) durante os exercícios educativos, aquecimento e de vez em quando até em séries principais de seu treino;
2. Além da prática durante o treino dentro da água, realizar fortalecimento de trapézio, lombar e abdômen fora da água, pois são regiões muito trabalhadas neste fundamento e podem gerar desconforto caso não seja trabalhado;
3. Durante a prova procure o máximo de pontos de referência dentro e fora da água;
4. Mire sempre no meio de seu objetivo e na dúvida um pouco "para dentro" do percurso estipulado;
5. Durante a prova faça a navegação (respiração frontal) no máximo a cada 10 braçadas. Se estiver com correntes, ventos, chuva e difícil visibilidade, faça no máximo a cada 6 braçadas;
6. A navegação mais eficiente é que chamamos de FRONTO/LATERAL. Nela você olha para frente tirando apenas os olhos da água (como na foto) e logo na sequência já faz a respiração lateral. Desta forma você utilizará o braço de apoio (que estará na frente) e a finalização do braço oposto para levantar a cabeça e fazer a respiração em seguida sem perder o alinhamento do nado;
7. Mire apenas ponto fixos, pois pontos como embarcações podem se locomover.
  Por- Samir Barel

quinta-feira, 16 de março de 2017

Dicas de natação no triatlo

Sete dicas úteis para treinos e provas.

1ª - Como nos dois outros desportos, respeite a prescrição feita pelo seu treinador em relação às intensidades e volume dos treinos. Não esqueça o aquecimento!

2ª - As largadas das provas são sempre tumultuadas e stressantes. Tente simula-las, juntando alguns parceiros de treino (4 a 6) numa mesma raia e fazendo algumas repetições de 25 metros.

3ª - Em muitas provas, precisamos sair da água e contornar bóias na areia, para então partir para a segunda volta. Você pode treinar para uma prova com essa característica, fazendo séries longas (ex: 4x600m ou 3x800m) em ritmo de prova e ao invés de fazer o intervalo parado na borda, saia e dê uma volta correndo ao redor da piscina.

4ª - Como é permitido nadar na esteira de outros atletas durante as provas, procure fazer isso também em alguns treinos. Você aprenderá a nadar rápido poupando energia!

5ª - Como numa prova de triatlo as condições (correnteza, mar agitado, tumulto, entre outras…) são muito diferente das que você encontra na piscina, procure treinar valorizando o que você mais precisará ter: força! Então, utilize bastante o palmar e também o pullboy (que simula a flutuação obtida com o uso da roupa de borracha, liberada na maior parte das provas). Não se preocupe tanto com educativos e séries de pernadas, pois estes te ajudarão muito pouco durante a competição.

6ª - Procure nadar olhando para o fundo, pois isso eleva o quadril e melhora sua posição na água. Como no triatlo, não batemos muito as pernas (para evitar o desgaste), essa técnica pode ser eficiente!

7ª - Faça treinos em águas abertas com certa regularidade (se for possível), para treinar sua orientação, pois essa é a realidade das provas! Não adianta nadar bem se você não sabe para onde está indo!!!

Fonte: www.ativo.com

segunda-feira, 16 de janeiro de 2017

como melhorar a performance na natação do Ironmam ??

Você tem que aprender a SPRINTAR! (  Dar um grande arranque, de modo a desenvolver uma grande velocidade por um curto período de tempo. )

Um nadador profissional de ponta uma vez me disse: “pare de focar em endurance(resistência) e dedique-se a nadar 200m em 2 minutos e, então, você nunca mais terá problemas na natação de novo”. Essas foram as palavras mais inteligentes que eu ouvi. Obtive exatamente o que ele me prometeu após começar a segui-las.

Quando olhamos a natação de um Ironman, um atleta de alta performance não nada os 3800m de forma constante, mas realiza um Sprint de 200-300m na largada seguido de uma estabilização em um ritmo constante.

Enquanto o vácuo é proibido no ciclismo, ele não é proibido na natação, apesar de ter um grande papel na performance. Simplesmente vá nadar em uma sessão de treinamento com nadadores experientes e você verá que eles iniciam freneticamente seus treinos intervalados para chegar no pé do atleta da frente. Mesmo se for pedido que eles esperem 5 segundos entre a saída de cada um, o que nem sempre é respeitado. Se eles de fato esperarem esses 5 segundos, você verá um Sprint alucinado até que ele cole no nadador da frente e tudo se acalme novamente. Todos nós já fizemos isso e sabemos que isso faz uma enorme diferença; algo em torno de 5 segundos a cada 100 metros.

Imagine que um atleta que lidera a competição pode nadar 100m em 80 segundos e você faz os mesmos 100m em 85 segundos. Então, se você vai nadar sozinho, vai acabar saindo da água 3 minutos e 10 segundos atrás nos 3800m de um Ironman. No entanto, se você puder colar nos pés dos nadadores mais rápidos, você nadará em no mesmo ritmo de 80 segundos por cada 100 metros, mas com o esforço que você faz nos treinos de 85 segundos por 100 metros.

Outro fato é que um nadador mais rápido sabe que ele não quer dar aos demais nadadores “uma carona” na água. Dessa forma, eles nadarão muito mais rápido do que o ritmo de 80 segundos normais no começo da natação para ter o mínimo de concorrentes na sua cola.

A fisiologia aqui faz diferença no sentido de que o Sprint inicial deve ser rápido, mas sem sacrificar o desempenho no resto da competição. A chave é a distância desse início: em geral, esse atleta irá se manter por 200 metros em alta velocidade e depois irá baixar para o ritmo normal de competição, permitindo que o corpo se recupere do custo metabólico do início acelerado.

Sabendo que é isso que acontecerá na natação, nós precisamos construir nosso treinamento em torno desses fatos. Nós ainda precisamos nadar forte, nós precisamos de um bom endurance (tenho certeza que esse é o foco dos seus treinamentos), precisamos, porém, adicionar um novo elemento ao seu treinamento, que são os treinos de velocidade. Precisamos ser capazes de começar RÁPIDOS nos primeiros 200 metros para ter certeza que conseguiremos uma “carona” com os líderes por pelo menos 3600 metros da nossa natação em um Ironman.

A velocidade vem de 2 áreas principais do nosso treino de natação:

• Velocidade pura: pequenos intervalos com grandes descansos para ter certeza de uma recuperação completa – você pode ter poucos ou muitos intervalos desse tipo em uma mesma sessão de treinamento.

• Endurance de velocidade: um pequeno número de longos intervalos mantendo um esforço próximo do máximo por 150-300m com grandes descansos.

Tenho certeza que muitos de vocês estão pensando que já fizeram isso, mas você realmente sabe os motivos e como tirar o máximo desses treinos?

Como triatletas e especialmente atletas de Ironman, tendemos a pensar que tudo é sobre resistência e ir para à piscina dar tiros de curtas distâncias com longos intervalos não segue nossos protocolos de treinamento. Nós podemos fazer nossos sprints e sentir em poucos segundos como se estivéssemos prontos para o próximo, mas o sistema de obtenção de energia que estamos tentando mudar, a força que estamos tentando desenvolver está usando um sistema que leva em torno de 3 minutos para se recuperar totalmente e estar pronto para a próxima saída. Sei que muitos de vocês que estão lendo isso tiveram esse tipo de treinamento nas suas planilhas e nunca foi necessário um tempo tão longo de intervalos. Além disso, se sentiram bem e tinham certeza que poderiam fazer outro tiro com a mesma velocidade com muito menos de 3 minutos. Dessa forma, poderiam fazer mais tiros, percorrer maiores distâncias, como todos pensamos, afinal, somos atletas de endurance!

O desenvolvimento dos sprints e da velocidade leva tempo. Os ganhos visíveis na piscina vão demorar e você deve ser paciente e cumprir as tarefas passadas, apesar de não ver ganhos reais. Muitos de vocês estiveram estagnados por anos em um mesmo nível de natação sem ver ganhos reais: continue fazendo mais do mesmo e você não verá nada diferente. Seja paciente, se fosse tiver longos descansos na sua planilha, eles estão lá por um motivo. Se ela te pede para DAR TUDO na água, então é isso que deve ser feito, respeitando os descansos, repetindo quantas vezes forem pedidas. Se você cortar esses descansos, estará apenas sacrificando velocidade e força ao longo do treino e não terá todo o avanço que aquela sessão de treinamento foi feita para te dar.

Essa melhora de velocidade não ocorrerá do dia para a noite, é um processo de desenvolvimento gradual especialmente para atletas de longas distâncias, mas foque no plano que após poucos meses chegará o dia da prova. Nela, você destruirá as performances antigas na água, saindo muito a frente de outros competidores. Te garanto que a natação será também mais fácil e terá resultados mais prazerosos.

Desfrute de seu treinamento.

Por:  Allun “Woody” Woodward


domingo, 15 de janeiro de 2017

Nadar no mar faz bem a saúde



Natação em águas abertas - Foto de Dennis O'Clair

Natação em águas abertas – Foto de Dennis O’Clair
A natação em águas abertas é uma das modalidades que mais cresce nos últimos anos. A cada ano que passa mais pessoas começam a se interessar em disputar travessias, seja para perder o medo do mar, como forma de condicionamento físico, para experimentar uma nova adrenalina que o esporte oferece ou simplesmente para variar os locais de treinamento. Mas além de todo estes motivos existe uma outra razão para a prática da natação no mar: a saúde.
Em artigo publicado no jornal neo-zelandês New Zealand Herald, o médico Sérgio Diez Alvarez, da Universidade de Newcastle, afirmou que a natação além de um estilo de vida é também uma ótima forma para conservação da saúde. Ou melhor, a água salgada é uma ótima ferramenta para tal. Afinal, ela contém uma quantidade maior de minerais, como sódio, magnésio, cloreto e cálcio, sendo um excelente remédio natural no combate as doenças de pele como eczema e psoríase.
Últimas 30 vagas em jogo para o Rio-2016 - Foto: Divulgação
Nadar no mar é ótimo para saúde – Foto: Divulgação
Em seu texto Alvarez ainda destaca que a água do mar pode ter outros benefícios a saúde, como ajudar no tratamento de pessoas que sofrem com problemas respiratórios como rinites alérgicas e sinusites. O médico afirma que estudos já indicaram que a água salgada reduz inflamações e irritações nas cavidades nasais e que pessoas que nadam frequentemente no mar ou vivem neste tipo de ambiente, como pescadores, por exemplo, tendem a ter sistemas respiratórios mais saudáveis. Recentemente vem aumento o número de piscinas que optam pela salinização ao invés do tradicional cloro, deixando a água dessa forma com uma sensação de leveza e bem-estar.
Por fim, Alvarez lembra que a água do mar é uma ótima sugestão para manutenção da saúde mental. O termalismo, que é a terapia da água, feito em água salgada ajuda no combate de sintomas de depressão e ansiedade. Outro tratamento que vem se tornando bastante comum na água do mar é a hidroterapia, terapia em água gelada, que é muito utilizada para reabilitação física. Portanto nadar no mar além de ser uma atividade bastante emocionante também é uma ótima ferramenta para sua saúde.

Boas braçadas!

Por Guilherme Freitas

quarta-feira, 11 de janeiro de 2017

Dicas e cuidados para treinos em mar aberto.



cover-blog
Com a chegada do verão e das férias, nada melhor do que aproveitar a viagem ao litoral para treinar no mar, sempre com segurança.

Um dos pontos mais importantes é focar na direção e não na velocidade. No mar vasto e aberto você deve prestar atenção para onde está indo a cada braçada, pois a correnteza pode influenciar e te pegar de surpresa. Garanta também que seus óculos ofereçam boa visibilidade mesmo em dias muito quentes.
Procure nadar com uma touca de cor chamativa, laranja, amarelo, vermelho, etc. Assim fica mais fácil de outras pessoas e embarcações visualizarem você na água.

Também é recomendável passar um pouco de vaselina nas axilas, na parte de trás do pescoço e entre as pernas, assim ajuda a evitar que o sal do mar irrite estas áreas devido aos movimentos do nado.

Se você não conhece muito bem a praia e as correntes locais, converse com um salva-vidas para nadar no lugar mais seguro possível e siga todas as recomendações.

Lembre-se que o cuidado também deve ser levado para fora da água. Avise alguém que você está indo nadar para que essa pessoa esteja atenta, mesmo da areia, e possa te ajudar caso ocorra algum imprevisto.

E como em qualquer outro lugar, mantenha-se hidratado! Beba bastante água antes de sair e na volta também.

Boa praia e bom treino!

Por: Speedo Blog

Leve o treino de natação da piscina para o mar aberto


Aprenda os truques para vencer as ondas e insegurança das travessias

Nado em mar aberto (Foto: Divulgação/Latinstock)
Dar umas braçadas na piscina é ótimo, mas encarar uma travessia no mar, rio ou represa é para os fortes. O diretor técnico da Seleção Brasileira de Natação em Águas Abertas, Igor de Souza, atravessou a nado o Canal da Mancha e afirma: “Em águas abertas você não vê o fundo, perde o direcionamento, fica inseguro com a distância, os animais, as ondas, a correnteza e se pergunta: ‘Será que vou conseguir voltar?’”. A boa notícia é que, com o preparo físico e psicológico adequados e as dicas certas, é possível.

Passo 1 - Feche os olhos
Uma das maiores dificuldades de quem começa a nadar em águas abertas é ir de um ponto ao outro sem sair do percurso. “Na piscina, nade com os olhos fechados para perceber se está fazendo mais força com um lado do corpo que com o outro e corrija os movimentos com exercícios educativos”, diz Souza. Um bom treino é manter um dos braços parado à frente da cabeça e dar braçadas apenas com o outro.

Passo 2 - Respire para os dois ladosVocê pode ter mais facilidade para respirar pelo lado direito do rosto, mas precisa aprender a respirar dos dois de forma eficiente. “A pessoa pode ser surpreendida por ventos e ondas que prejudiquem a respiração de um lado do rosto”, explica. Por isso, reserve uma parte do treino para o nado 3X1 (três braçadas para uma respiração) e a respiração frontal.

Passo 3 - Tire o pé do chãoNadar dois quilômetros na piscina não significa que você conseguirá fazer a mesma distância no mar. “Na piscina você se apoia na borda, coloca o pé no chão, faz virada olímpica, ganha impulso, isso tudo quebra a continuidade.” Além disso, em águas abertas você sofrerá com a influência de ondas, correnteza, vento, entre outros fatores externos. Portanto, se pretende nadar um quilômetro no mar, faça isso só depois que conseguir nadar dois, sem pausas, na piscina. Nadar preso a um elástico também funciona como treino.
Treine desta forma para corrigir sua orientação (Foto: GQ Brasil)
Passo 4 - Identifique o local“A maioria dos nadadores que se arrisca em uma prova de travessia sem preparo desiste nas
primeiras braçadas, por medo da distância, insegurança, entre outros motivos.” Portanto, faça treinos no local da prova com antecedência e com segurança. Peça para alguém acompanhar
com uma prancha ou barco e trabalhe o fator psicológico. “Nadar no mar ou represa é como andar no escuro, é preciso se adaptar ao ambiente para superar o medo.” Portanto, se pergunte de onde vem seu medo e avalie se existe justificativa.

Exercício-chave para nado em mar aberto (Foto: GQ Brasil)
Exercício-chave

Um movimento essencial para quem pretende ir além da piscina é o nado polo, semelhante ao dos jogadores da modalidade. Faça o nado crawl, mas mantenha a cabeça e o tronco fora da água. a postura ajuda a fortalecer braços e peito e acostuma o corpo ao movimento que você terá de fazer na travessia durante o percurso para enxergar as boias que delimitam o trajeto.

POR NATALIA LEÃO

domingo, 25 de março de 2012

Aprender a nadar no mar

Fonte: www.sportlife.pt - Por Sandrina Costa -
 
 Se já és nadador e precisas de variar os teus treinos ou se já és atleta e queres descobrir um novo desafio, aproveita o verão e prepara-te para nadar em águas abertas.

Ritmo inconstante da braçada:
Dependendo do estado do mar e da distância que percorremos, a braçada deve ser ajustada, sobretudo em factores adversos, como os ventos e a chuva, que provocam ondas e correntes. Ao contrário da piscina em que a água está sempre calma, no mar o nadador sujeita-se a ser surpreendido pela sua agitação marítima.
Em águas abertas é necessário adaptar a técnica privilegiando uma braçada de orientação com o apoio das bóias colocadas ao longo do percurso. Estas servem de referência para que durante a braçada o atleta levante a cabeça e localize a bóia mais próxima, nadando nessa direcção.

Coordenação:
A largada de cada travessia de águas abertas costuma ser bastante densa pela quantidade de atletas que reúne. É normal sentir algum desconforto antes de mergulhares. Posiciona-te correctamente e visualiza o percurso da prova. Antes de entrares na água, observa um ponto de referência através das bóias de marcação ao longo do percurso. Lembra-te que no mar tens uma visão diferente.

Ao saíres do mar, na zona de rebentação, há um predomínio das pernas e um apoio dos braços até que um deles arranhe com as mãos no chão.

A Respiração:
Acima de tudo, deves manter a postura e dominar a respiração bilateral. Aproveita para respirar quando levantas a cabeça. Aqui, o domínio da respiração frontal, com a cabeça fora de água e mantendo uma pernada forte, é fundamental para que visualizes o teu ponto de referência ou a bóia. Encontra o teu espaço, aprende a lidar com as ondas e tenta estar sempre visível.

Braçadas em alto mar

Por Alberto Peixoto
 
- "No geral, a flutuabilidade é maior e, portanto, mais fácil.

O que é complicado: mar grande (ondas difíceis de serem passadas), marolas e, principalmente, localização. No mar, as referências são as bóias, os outros nadadores e, na volta, alguma referência na praia. Roupas de borracha ajudam a deslizar melhor e melhoram ainda mais a flutuabilidade"

"A diferença básica, naturalmente, é de paisagem", ensina o professor de Educação Física Ítalo Saldanha. "Na piscina, o espaço é fechado, a água é branda e não há ondas. No mar, temos maré, correnteza e a densidade da água é menor, o que ajuda a boiar".

"Quem pratica a natação sabe o bem que faz. Iniciar ou terminar um dia com algumas braçadas. Em contato com a natureza, então, esses benefícios ficam ainda mais evidentes", conta o triatleta Vinícius Santana.

A travessia é um esporte aeróbico, tão completo quanto a natação tradicional - porém, no oceano, há mais trabalho de resistência e consumo de gordura. A técnica também não é exatamente a mesma para as duas modalidades, embora haja mais semelhanças do que diferenças. Para nadar no estilo crawl, por exemplo, o atleta de piscina respira para o lado. "No mar, se você fizer respiração lateral, vai acabar engolindo água por causa das marolas", avisa Ítalo. "O jeito é levantar a cabeça e olhar para a frente".

O mar é traiçoeiro:
O expediente também ajuda o nadador a se orientar. Como no mar não há raias e na maioria das vezes não dá para ver o chão, a solução é adotar um ponto de referência fora d'água para evitar o ziguezague. "É necessário algum tempo para aprender a nadar em linha reta. Uma dica é mirar uma pedra do outro lado da praia", sugere Vinícius.

Outro detalhe! no mar não dá para pôr o pé no chão e nem para segurar na parede na hora do cansaço. Por isso, por mais expert que seja o nadador, ele jamais deve enfrentar uma travessia desacompanhado. Basta observar os atletas de alto rendimento: eles só nadam supervisionados por uma equipe, que inclui desde treinador até bote salva-vidas. "O mar é traiçoeiro", alerta Ítalo Saldanha.

Confira abaixo dicas para praticar a natação no mar com segurança:

- Procure uma praia tranqüila, com salva-vidas e nade apenas quando o mar estiver calmo. - - - Converse sobre as condições da praia e do mar para nadar.
- Avise ao salva-vidas que você irá nadar.

- Use uma touca de natação de cor forte, para que você seja visualizado facilmente.

- Tenha cuidado com mau tempo.

- Caminhe pela praia para visualizar bem marcos em terra (postos, por exemplo) e meça a distância que você irá percorrer.
- Nadar sempre ao longo da praia e nunca em direção a alto mar.

- Cuidado com cãibras e desidratação. Evite horário de sol muito forte.
- Use protetor solar.

- Faça um bom alongamento antes e depois de nadar e caminhe por uns 20 minutos para aquecer, antes de entrar no mar.

- Entre devagar, molhando as partes do corpo lentamente.

Bons treinos

sexta-feira, 29 de abril de 2011

Aprende a nadar no mar

Se já és nadador e precisas de variar os teus treinos ou se já és atleta e queres descobrir um novo desafio, aproveita o verão e prepara-te para nadar em águas abertas.


Nadar no mar
O nado crol assume-se como o estilo mais rápido, mas com algumas oscilações no alinhamento lateral:
A braçada não deve ser tão contínua como na piscina, há que deslizar mais quando introduzimos a mão na água, para aproveitar a amplitude da braçada e a maior flutuabilidade que conseguimos no mar. Este aumento de flutuabilidade ocorre porque a densidade da água salgada é tendencialmente maior.

Ritmo inconstante da braçada.
Dependendo do estado do mar e da distância que percorremos, a braçada deve ser ajustada, sobretudo em factores adversos, como os ventos e a chuva, que provocam ondas e correntes. Ao contrário da piscina em que a água está sempre calma, no mar o nadador sujeita-se a ser surpreendido pela sua agitação marítima.
Em águas abertas é necessário adaptar a técnica privilegiando uma braçada de orientação com o apoio das bóias colocadas ao longo do percurso. Estas servem de referência para que durante a braçada o atleta levante a cabeça e localize a bóia mais próxima, nadando nessa direcção.

Coordenação
A largada de cada travessia de águas abertas costuma ser bastante densa pela quantidade de atletas que reúne. É normal sentir algum desconforto antes de mergulhares. Posiciona-te correctamente e visualiza o percurso da prova. Antes de entrares na água, observa um ponto de referência através das bóias de marcação ao longo do percurso. Lembra-te que no mar tens uma visão diferente.
Ao saíres do mar, na zona de rebentação, há um predomínio das pernas e um apoio dos braços até que um deles arranhe com as mãos no chão.

A Respiração
Acima de tudo, deves manter a postura e dominar a respiração bilateral. Aproveita para respirar quando levantas a cabeça. Aqui, o domínio da respiração frontal, com a cabeça fora de água e mantendo uma pernada forte, é fundamental para que visualizes o teu ponto de referência ou a bóia. Encontra o teu espaço, aprende a lidar com as ondas e tenta estar sempre visível.

Por: Sport Life- Escrito por  Sandrina Costa

Nadar em águas abertas

Como entrar no mar?

Durante os treinos de preparação em águas abertas, habitua-te a verificar o estado do mar que exprime a direcção das ondas.
Quando chegares à praia, dirige-te ao Nadador-Salvador e indica que vais nadar. É importante que respeites as seguintes instruções: faz alongamentos antes e depois de nadares, previne a desidratação e evita as horas de maior calor, entra devagar e molha-te gradualmente, nada paralelamente à praia e usa uma touca de natação colorida para que sejas facilmente visível.
Se o mar estiver agitado, observa o tamanho das ondas e onde estas quebram para enfrentares a corrente. Para mergulhares em segurança, procura fugir à zona de rebentação e nada rapidamente até à bóia mais próxima. Lembra-te que nunca deves lutar contra as correntes fortes, ao invés disso, nada a favor da corrente mantendo uma pernada forte.

Como sair da água?
Quando o mar está aparentemente tranquilo consegues manter um bom nado saindo naturalmente da água. Todavia, o nadador de águas abertas deve ser auto-suficiente e preparar-se para enfrentar condições adversas. Se o mar estiver revolto, deves parar um momento e planear a melhor saída da água:

1.    Evita nadar junto à saída, aguarda por uma boa onda e aproveita para deslizar
2.    Nada de forma progressiva quando a onda se encontra entre os 15 e 50 m, segundo o seu tamanho. Acelera a braçada na fase em que a onda está prestes a alcançar-te.
3.    Quando fores apanhado pela onda, aumenta o batimento das pernas, mantém o corpo alinhado com a cabeça entre os braços. Aproveita para deslizares no balanço da onda.

Por: Sport Life
Escrito por  Sandrina Costa

domingo, 20 de fevereiro de 2011

Se Ligue, Travessia dos Fortes 2011


 


A Travessia dos Fortes será realizada no dia 03 de abril no Rio de Janeiro. A prova tem o percurso de 3,8km para os atletas da elite (já que o funil fica no mar) e 4km para os amadores já que a chegada é na areia.

Inscrição:

Fiquem atentos pois, as cerca de 2.500 vagas acabam em torno de até 48 horas da abertura da inscrição que é realizada via internet.

O site do evento é www.travessiadosfortes.com.br as inscrições serão abertas no ínicio de março.

 
O percurso consiste em 06 bóias durante o trajeto e uma grande raia colocada durante todo o trajeto. Não é permitido nadar do lado de dentro da raia, ou seja, com a raia beirando o seu ombro direito, se fizer isso será desclassificado da prova.
 

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Braçadas em alto mar



"No geral, a flutuabilidade é maior e, portanto, mais fácil.
O que é complicado: mar grande (ondas difíceis de serem passadas), marolas e, principalmente, localização.
No mar, as referências são as bóias, os outros nadadores e, na volta, alguma referência na praia.
Roupas de borracha ajudam a deslizar melhor e melhoram ainda mais a flutuabilidade"
Vagner Bessa

"O Vagner falou tudo. É isso.
Eu nunca usei roupa, mas ela vai te ajudar a flutuar mais.
Triatleta adora que a roupa esteja liberada, porque, normalmente, não sentem confiança ou nadam tão bem.
Cara, só estando lá para entender. Use a roupa, se puder e tenha calma meu velho. Não se desespere."
Xampa (André Cruz)

 "A diferença básica, naturalmente, é de paisagem", ensina o professor de Educação Física Ítalo Saldanha. "Na piscina, o espaço é fechado, a água é branda e não há ondas. No mar, temos maré, correnteza e a densidade da água é menor, o que ajuda a boiar".
"Quem pratica a natação sabe o bem que faz. Iniciar ou terminar um dia com algumas braçadas. Em contato com a natureza, então, esses benefícios ficam ainda mais evidentes", conta o triatleta Vinícius Santana.

A travessia é um esporte aeróbico, tão completo quanto a natação tradicional - porém, no oceano, há mais trabalho de resistência e consumo de gordura. A técnica também não é exatamente a mesma para as duas modalidades, embora haja mais semelhanças do que diferenças. Para nadar no estilo crawl, por exemplo, o atleta de piscina respira para o lado. "No mar, se você fizer respiração lateral, vai acabar engolindo água por causa das marolas", avisa Ítalo. "O jeito é levantar a cabeça e olhar para a frente".

O mar é traiçoeiro
O expediente também ajuda o nadador a se orientar. Como no mar não há raias e na maioria das vezes não dá para ver o chão, a solução é adotar um ponto de referência fora d'água para evitar o ziguezague. "É necessário algum tempo para aprender a nadar em linha reta. Uma dica é mirar uma pedra do outro lado da praia", sugere Vinícius.

Outro detalhe: no mar não dá para pôr o pé no chão e nem para segurar na parede na hora do cansaço. Por isso, por mais expert que seja o nadador, ele jamais deve enfrentar uma travessia desacompanhado. Basta observar os atletas de alto rendimento: eles só nadam supervisionados por uma equipe, que inclui desde treinador até bote salva-vidas. "O mar é traiçoeiro", alerta Ítalo Saldanha.

Confira abaixo dicas para praticar a natação no mar com segurança:
  • Procure uma praia tranqüila, com salva-vidas e nade apenas quando o mar estiver calmo. Converse sobre as condições da praia e do mar para nadar.
  • Avise ao salva-vidas que você irá nadar.
  • Use uma touca de natação de cor forte, para que você seja visualizado facilmente.
  • Tenha cuidado com mau tempo.
  • Caminhe pela praia para visualizar bem marcos em terra (postos, por exemplo) e meça a distância que você irá percorrer.
  • Nadar sempre ao longo da praia e nunca em direção a alto mar.
  • Cuidado com cãibras e desidratação. Evite horário de sol muito forte.
  • Use protetor solar.
  • Faça um bom alongamento antes e depois de nadar e caminhe por uns 20 minutos para aquecer, antes de entrar no mar.
  • Entre devagar, molhando as partes do corpo lentamente.

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Natação no mar: exercícios e liberdade

As travessias de natação no mar conquistam adeptos. No Rio de Janeiro, por exemplo, os participantes estão treinando para a Travessia dos Bravos, que acontece nos dias 18 e 19 de dezembro. Treinos com especialistas podem ser feito nas praias e até mesmo são oferecidos pelas academias. Com a popularização, muita gente descobriu que a natação no mar é uma ótima alternativa às piscina fechadas. Principalmente no verão.

“É uma integração com a natureza. Além disso, a salinidade e a radiação solar têm efeito medicinal. Todas essas coisas mexem com o humor, astral, alegria”, diz o professor de educação física Joaquim Ferrari. Ele explica que nadar no mar, se ele apresentar condições favoráveis – como pouca onda e correnteza – é mais fácil do que na piscina.

O professor Mario Jorge Hilarino cita diferenças da piscina. “A água com cloro, ou salinizada, é muito menos densa. No mar você flutua com mais facilidade. Já as correntezas geram mais dificuldade. No mar, a água é mais escura, por isso tem pouca orientação”. Por isso, explica, são usados outros pontos fixos de referência, importantes para guiar o nadador. Pode ser um prédio, pedra, ou mesmo uma bóia. As exigências do corpo também são um pouco diferentes: o nadador do mar utiliza mais os braços do que as pernas.

O corpo agradece a atividade na praia. A natação é um esporte sabiamente completo. A professora Izabel Thomas enumera vantagens: “na praia você já pega um sol, vai ficando mais bronzeada. Também é estimulada a ter uma alimentação saudável. E quando vai à praia, pode tomar uma água de coco”.

Cuidados com o corpo

Hidratação, boa alimentação e um protetor solar com alto fator de proteção são fundamentais. Uma recomendação de todos os professores: nunca nade sozinho no mar. Outra dica é conhecer a região onde se vai nadar e estar em boas condições físicas. Mário Jorge recomenda avisar aos salva-vidas da praia, que também podem orientar quanto às condições do mar. As nadadeiras estão entre os itens indispensáveis. Outro alerta: sempre nadar paralelamente à areia, e nunca em direção ao mar aberto. Izabel recomenda a ingestão de muito líquido e uma alimentação balanceada constantemente para quem quer se aventurar na prática. E Joaquim reforça que a pessoa deve ter conhecimentos razoáveis de natação e conhecer um pouco mais sobre o mar, suas correntes e marés.


Fonte: http://gnt.globo.com/EstarBem/

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

Como nadar em agua fria?

Resposta: Treinando... assim como treinamos para terminar ou melhorar a performance em uma travessia, você também treina para suportar temperaturas baixas na água.

Deve-se praticar em água fria. No começo, nadar uma vez por semana de 10 a 20 minutos e ir aumentando gradativamente a freqüência e o tempo de permanência na água. Não é necessário treinar todos os dias em água fria, apenas o suficiente para evitar o choque ao encarar temperaturas baixas.

Sempre que for nadar em água fria, deve-se entrar aos poucos na água. Primeiro coloque os pés e mãos, em seguida molhe o rosto, o peito, e os rins e só depois mergulhe.

Em uma prova com água fria, procure nadar um pouco antes da largada, para aquecer a musculatura e sentir melhor a água. Se não tiver oportunidade de fazer um "molho corpo" antes da prova, inicie a prova em um rítmo mais lento e aumente gradativamente.

Muitos atletas acham que devem iniciar a prova forte para esquentar o corpo, o efeito é o contrário, devido à baixa temperatura da água a tendência da musculatura é enrijecer, obrigando o atleta a nadar mais lento e consequentemente a sentir mais frio.

recomenda-se o uso de vaselina e/ou lanolina para reter a temperatura do corpo, normalmente se passa embaixo dos braços e entre as pernas para evitar o atrito. Para combater o frio costuma-se colocar no peito e na região dos rins. Outra recomendação é o uso da touca, pois perdemos mais de 60% da temperatura do corpo pelas extremidades.

Em água fria não é recomendado bater muito a perna, pois os membros inferiores não tem um acúmulo de gordura tão grande (a gordura é um isolante térmico natural), e a tendência é a contração dessa musculatura, gerando cãibras e fadiga.

Outra dica para suportar o frio é a mentalização. Quando os técnicos dizem que frio é psicológico, no fundo, é uma verdade, com exercícios de mentalização você pode suportar temperaturas baixas de água.

Espero com este pequeno artigo impulsionar todos a enfrentar no futuro as águas frias, afinal...

"FRIO É PSICOLÓGICO"

Fonte:Renovação News

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Educativo para Águas Abertas: POLO

A respiração frontal é fundamental para a orientação em águas abertas

A maioria dos nadadores de fundo e triatletas, embora participem de competições em águas abertas, na maioria das vezes 90-100% é feito na piscina. O problema é que em águas abertas não tem a linha preta no fundo para orientação, é preciso levantar a cabeça para olhar as boias de marcação e se os músculos das costas e do pescoço, principalmente os trapézios, não estiverem fortes o atleta poderá ficar dolorido após a competição.
Para que isso não aconteça você pode incluir um exercício simples em seu treino que irá fortalecer os músculos usados durante o movimento de tirar a cabeça fora d’água para se orientar. Esse exercício chama POLO.

Como fazer:
Nade crawl com a cabeça totalmente fora d’água, tente manter a cabeça parada e olhando para frente, não rotacione seu pescoço para respirar do lado. Mantenha a sua pernada constante e forte para evitar que seu corpo afunde.

Sugestão:
Para quem nunca fez esse educativo comece nadando não mais que 25m direto (ex.: 4×25 POLO c/ 20” desc.). A medida que você se condicionar poderá aumentar a distância do educativo para 50m ou até 100m nadando sem parar.

Pra que serve?
Ao fazer o educativo POLO com frequência você irá fortalecer os músculos usados na orientação das águas abertas especialmente em condições extremas onde há água muito mexida e/ou com ondas.

Fonte: Rodrigo Langeani

Bons treinos!

domingo, 8 de agosto de 2010

Medo em Aguas Abertas

Algumas Dicas sobre Natação e o Medo em águas abertas:

Começar em lugares calmos;
Nadar paralelo à praia,começando aonde" dá pé" e, devagar indo mais para o fundo;
Sempre nadar acompanhada de alguém mais experiente ou com a companhia de pracha ou caiaque;
Marcar um ponto de fácil vizualização (morro,construção etc) para manter a direção;
Treinar em grupos e na piscina em raia com três ou mais pessoas;
Usar um bom óculos para permitir a melhor visão possível e colocá-lo por baixo da touca;
Largue entre os últimos e mantenha o mesmo rítmo o máximo possível até se sentir segura para "arriscar";
Utilize a respiração bilateral;
Faça treinos onde a cada 100mts você respire como no pólo aquático: para frente;
Suas braçadas devem ser mais altas e longas;
No mar fique sempre de frente para as ondas, passe-as por baixo e ao subir dê uma pernada de peito e, continue nadando;
De costas para as ondas,próximo à arrebentação, vale nadar um pouco de costas. Assim você evita "tomar uma onda na cabeça" ou "pegar um jacaré"!;
Tente nadar um pouco de olhos fechados para não estranhar a pouca visibilidade nos mares e represas aonde são realizadas algumas provas.

Entenda a fonte do seu medo.O segredo está em se controlar e transformá-lo em Força.

Bons treinos, boas provas.
Precisando é só "gritar"!

sábado, 24 de julho de 2010

O medo de nadar em Águas Abertas

Apesar de ser um mistério, é um fator psicológico passageiro, pois a partir do momento que eu sei que o que tem embaixo, mesmo não enxergando devido a visibilidade, depois de algumas experiências, passo a ter mais segurança em si, tornando a travessia mais prazerosa.

Aspectos que influenciam o medo de nadar em lugares desconhecidos

Você tem mais medo hoje ou quando começou a praticar a natação em Águas Abertas ?
Por que ?
Como você lida com seus medos na água ?
Sente pouco, nenhum ou muito medo ?
Os medos veem de elementos que estão presentes em todas as travessias, como animais, dia feio, correnteza, ondas grandes, fadiga, não finalizar a prova, hipotermia, queimaduras por água viva, caravelas.

O medo já interferiu ou interfere na performance do atleta nas provas de Águas Abertas ? E como interfere ?

Pontos que interferem o medo.
Distância do percurso, cor da água, noção de direção, extensão do mar, nadar no mar, miopia.

O que dá mais medo durante a prova ?
Não terminar ?
Presença do tubarão ?
Cansaço ?
Peixes ?
Nadar sozinho ?
Não saber o que vai acontecer.
Segundo Lanther, 1973, um pouco de medo pode servir para estimular o indivíduo. De acordo com Grey, 1984, medo é um sentimento comumente considerado como uma emoção subjetiva limitada a mente humanaMÉ um estado da mente ou um estado emocional, tendo curtos antecedentes causais no ambiente e levado a certas conseqüências também causais no comportamento.

Para Lowen, 1985, medo é uma resposta emocional diante de um perigo bem determinado. Geralmente é acompanhado por modificações neuro vegetativas, como tremores, visão enevoada. Para Lowen, 1986, cita Freud, que com suas teorias afirma que o medo ou angústia provém de um conflito emocional, inconsciente e na maioria das vezes este conflito é o medo de enfrentar uma situação desconhecida.

Para Sodré, 1993, poderá ser apavorante, pois na piscina seguimos apenas a faixa preta no fundo, já no mar, o céu junta-se com a água, com o sol e penetra nas águas límpidas.

Fatores que prejudicam o psicológico
Virada do mar – mar agitado, ondas grandes
Correntezas,
Falta de organização
Água fria
É bem verdade que jamais podemos interferir em um probleminha que acontece e estamos sujeitos a passar: enfrentar a temperatura da água. Sempre que possível, nade em piscina mais fria, para ter um preparo psicológico, caso venha a participar de algum evento que tenha a temperatura baixa.

Quanto mais fria a água, maior o gasto de energia, isso porque o organismo despende energia para manter a temperatura do corpo a 36,5 º C.

Como dica, aumente o consumo de carboidratos para manter o estoque de energia, em quantidade a ser verificada em testes durante os treinos. Além dos carboidratos, é preciso cuidar da hidratação durante a competição.

Pelo fato, de estarmos em contato constante com a água (que absorve o calor do corpo), o atleta acaba não percebendo a perda de líquido que ocorre devido ao esforço físico, assim ele não sente sede (um alerta natural de desidratação), prejudicando no seu rendimento e até mesmoem sua saúde, dependendo do grau de desidratação, podendo interferir nas respostas fisiológicas do corpo, entre elas o trabalho cardiovascular.

Em baixas temperaturas é interessante passar óleo de amêndoa ou uma pasta de vaselina (20%) misturada com lanolina (80%).

Nadadores com mais de 50 anos, tem seus organismos enfraquecidos com poucas condições para superar os efeitos nocivos das variações de temperatura, que provocam alterações ao metabolismo.

Alimentação. Como, o que e quanto ?
É bem verdade que cada um é único, por isso cada um tem seu hábito de alimentar-se. O principal é sqaber o tempo de comer antes de uma prova. De 1 hora e meia a 2 horas para a maioria dos indivíduos. O sistema de armazenamento energético será automaticamente ativado juntamente com o sistema digestivo.

Evite a ingestão de alimentos de difícil digestão, possivelmente o sangue que nutriria o tecido muscular, será desviado para acelerar o processo digestivo.

Balanceie a alimentação com uma quantidade maior de líquidos, evite os sólidos. Dois dias antes das provas busque consumir a seguinte proporção de alimentos:

85,76 % carboidrato
7,92% lipídios
6,32 % proteínas
A Reposição deve ser feita após cada treino, durante 3 horas seguidas, quando o organismo absorve melhor os nutriantes em virtude da carência gerada pelo desgaste físico no treinamento. A proporção é recomendada é de 1 g de carbohidrato para cada kg de peso por hora. O objetivo é elevar o estoque de glicogênio ao máximo.

O modo de mensurar se o estoque atingiu um bom nível:

Observar, bom rendimento no treino, não demonstra cansaço, sono tranqüilo, melhora no humor.
Consumir uma quantidade de carboidrato equivalente ao valor calórico de sua necessidade diária.
No dia da prova, maximização do estoque, levar em consideração o tempo da refeição e o da prova.

Fonte: Mundo Tri

O que precisamos saber para nadar em Águas Abertas ?

Conhecer lugares de natureza, ambientes diferentes, graus de desafios.

Por onde começar para nadar em Águas Abertas ?

Deve-se começar em piscinas, ir aumentando o volume dos treinos, conhecer seu ritmo, e de acordo com a distância, aumenta ou diminui o ritmo de prova.

Deve-se nadar sem compromisso de prova, nadar no mar, represa ou rio, sempre acompanhado de alguém com conhecimento e experiência, se possível uma prancha ou caiaque ao lado.

O que precisamos saber para nadar em Águas Abertas ?

Alongamento;
Cuidados com a pele (proteção solar);
Estar bem hidratado e alimentado;
Nadar com touca com cores chamativas, (laranja, amarela…);
Nadar pelo menos 10’ min. antes da prova para aclimatação;
Diminuir a ansiedade pré prova;
Estimular musculatura;
Não apresentar pânico enquanto nadar;
Nadar sempre acompanhado;
Nadar paralelo a praia ou represa;
Precisa saber que estará num espaço que não dará pé, não terá apoio fixo;
Estar preparado para nadar com ondulações fracas e fortes, ventos;
Nadar em linha reta, basear-se em pontos, referências externas,(montanhas, prédios,torres);
Cuidados com correntezas;

Informar-se com antecedência, para fazer um bom traçado;

Não existe técnica especial, nadar contra a correnteza fraca significa atraso no percurso, com correnteza forte, você não chegará a lugar algum.
Com correnteza a favor, percorrerá mais rápido, mas é preciso mirar seu objetivo e saber fazer o traçado, nadar com respiração frontal, (treinar) nadar com braçadas longas, aproveitando sua flutuação e deslize do corpo, saber manter um ritmo na prova, fazer um reconhecimento na largada e na chegada, (piso plano, vala, areia mole, dura). Obs: evitar qualquer acidente que possa dificultar seu desempenho, (torção, corte).

Além disso:

iniciar a nadar ou sair da água com nível na cintura,
evitar atropelos, aos iniciantes, esperar os primeiros grupos saírem na frente,
nadar com câimbras, saber relaxar no local, alongar a musculatura boiando, ou chamar assistência,
superar arrebentação, observar o tamanho das ondas e onde estão quebrando, lembre-se que não se deve lutar contra a água, ela vai ganhar sempre, ela é bem mais forte !

Treino recreativo: o nadador corre 20 m na areia em direção ao mar, mergulha, utiliza-se do mergulho do golfinho até que a profundidade alcance a linha da cintura, inicia a natação, mergulha sob a espuma da onda, ultrapassa a linha da arrebentação e volta a praia, descendo de jacaré até a linha da cintura, iniciando novamente o mergulho de golfinho e corre para areia até o ponto de saída. Treinar quantas vezes for necessário.

A melhor maneira de sentir-se confortável na água, é divertir-se. Que tal descer onda de peito ?

Por Diego Lopez

sexta-feira, 23 de julho de 2010

Natação de águas abertas

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

Designa-se por natação de águas abertas, natação de alto mar, natação de águas livres, natação de longa distância ou natação de fundo a natação de grandes distâncias, realizada em lagos, rios ou mar aberto. Normalmente, toma a forma de travessias ou provas de mar.

Dadas as grandes distâncias percorridas, é por vezes designada por maratona aquática, embora não sejam disputadas distâncias iguais à longa corrida terrestre de mais de 42 km.



História

Esta modalidade remete às origens da natação, quando ainda não havia piscinas.

Em finais do século XIX e no primeiro quartel do século XX as competições em águas abertas tiveram uma grande aceitação. Até, porque, devido à existência de poucas piscinas, as competições de natação desenrolavam-se utilizando os meios aquáticos naturais.

Os primeiros desportistas da natação procuravam vencer desafios difíceis e, por vezes, extravagantes.

A necessidade de alcançar grandes feitos, em diferentes domínios, era uma constante. Os jornais da época publicitavam disputas, desafios públicos para que alguns homens, do desporto náutico, cometessem esta ou aquela façanha ou medissem forças numa prova definida. Quanto mais difícil melhor era para atrair as audiências.

Juntavam-se multidões para assistirem a esses duelos onde o espírito de honra era posto em causa e que o cumprimento integral do proposto era prestigiante.

Estas competições foram caindo em desuso, por um lado, pelo aumento do número de piscinas existentes, por outro, devido à poluição que gradualmente foi tomando conta dos recursos hídricos naturais.

Tornaram-se célebres as travessias do canal da Mancha e as longas maratonas natatórias que ocorriam nos rios e no mar de todo o mundo.

Há uns anos a esta parte, estas competições tem renascido e algumas delas são já consideradas um marco na Europa.

Hoje as provas são divididas entre as de distância inferior e superior a 10 km. Nos campeonatos mundiais, são realizadas três provas da modalidade, nas distâncias de 5 km, 10 km e 25 km, sempre para mulheres e homens.

Tal como a natação desportiva, a natação sincronizada, os saltos ornamentais e o pólo aquático, as provas de natação de águas abertas são regidas pela Federação Internacional de Natação.

Em 27 de Outubro de 2005, o Comité Olímpico Internacional decidiu integrar a natação de águas livres no programa dos Jogos Olímpicos de Verão de 2008. Uma só prova, a de 10 km, será disputada por homens e mulheres. No mês seguinte, a Organização Desportiva Pan-Americana (ODEPA) incluiu a modalidade no programa dos Jogos Pan-americanos do Rio 2007, quando também fez a estréia em edições de Jogos Pan-americanos.

Na competição do triatlo, o percurso de natação é efectuado em águas abertas.


Existe um calendário europeu de provas deste tipo, na distância de 5.000 e 10.000 metros.

Equipamento

O nadador é equipado com fato de banho, óculos de protecção, touca de banho, e deverá proteger-se com gordura na pele (por causa do frio e de irritações devidas ao sal). Equipamentos de mergulho, feitos de neoprene, por exemplo, são proibidos.

Distância

A Federação Internacional de Natação define "natação de longa distância" e "natação maratona", segundo os seus regulamentos, como:

OWS 1.1.1 Natação de longa distância - prova em local aquático natural cobrindo um máximo de 10 km.
OWS 1.1.2 Natação maratona - prova em local aquático natural cobrindo um mínimo de 10 km.

São ainda consideradas históricas algumas provas de natação deste tipo, como por exemplo a travessia do canal da Mancha a nado. Existem campeonatos mundiais e europeus, além de alguns campeonatos nacionais.

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.