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quinta-feira, 16 de março de 2017

Braçadas em alto mar

underwater hughgentry 1600


“No geral, a flutuabilidade é maior e, portanto, mais fácil. O que é complicado: Mar grande (ondas difíceis de serem passadas), marolas e, principalmente, localização.

No mar, as referências são as bóias, os outros nadadores e, na volta, alguma referência na praia. Roupas de borracha ajudam a deslizar melhor e melhoram ainda mais a flutuabilidade”
“A diferença básica, naturalmente, é de paisagem”, ensina o professor de Educação Física Ítalo Saldanha. “Na piscina, o espaço é fechado, a água é branda e não há ondas. No mar, temos maré, correnteza e a densidade da água é menor, o que ajuda a boiar”.

“Quem pratica a natação sabe o bem que faz. Iniciar ou terminar um dia com algumas braçadas. Em contato com a natureza, então, esses benefícios ficam ainda mais evidentes”, conta o triatleta Vinícius Santana.

A travessia é um desporto aeróbico, tão completo quanto a natação tradicional, porém no oceano, há mais trabalho de resistência e consumo de gordura. A técnica também não é exactamente a mesma para as duas modalidades, embora haja mais semelhanças do que diferenças.

Para nadar no estilo crawl, por exemplo, o atleta de piscina respira para o lado. “No mar, se você fizer respiração lateral, vai acabar engolindo água por causa das marolas”, avisa Ítalo. “O jeito é levantar a cabeça e olhar para a frente”.

O mar é traiçoeiro
O expediente também ajuda o nadador a se orientar. Como no mar não há raias e na maioria das vezes não dá para ver o chão, a solução é adotar um ponto de referência fora d’água para evitar o ziguezague. “É necessário algum tempo para aprender a nadar em linha reta. Uma dica é mirar uma pedra do outro lado da praia”, sugere Vinícius.

Outro detalhe! no mar não dá para pôr o pé no chão e nem para segurar na parede na hora do cansaço. Por isso, por mais expert que seja o nadador, ele jamais deve enfrentar uma travessia desacompanhado.

Basta observar os atletas de alto rendimento: Eles só nadam supervisionados por uma equipe, que inclui desde treinador até bote salva-vidas. “O mar é traiçoeiro”, alerta Ítalo Saldanha.

Confira abaixo dicas para praticar a natação no mar com segurança:

– Procure uma praia tranqüila, com salva-vidas e nade apenas quando o mar estiver calmo. Converse sobre as condições da praia e do mar para nadar;

– Avise ao salva-vidas que você irá nadar;

– Use uma touca de natação de cor forte, para que você seja visualizado facilmente;

– Tenha cuidado com mau tempo;

– Caminhe pela praia para visualizar bem marcos em terra (postos, por exemplo) e meça a distância que você irá percorrer;

– Nadar sempre ao longo da praia e nunca em direção a alto mar;

– Cuidado com cãibras e desidratação. Evite horário de sol muito forte;

– Use protetor solar;

– Faça um bom alongamento antes e depois de nadar e caminhe por uns 20 minutos para aquecer, antes de entrar no mar;

– Entre devagar, molhando as partes do corpo lentamente;

Fonte: www.sportlife.com.pt - Por Sandrina Costa

terça-feira, 31 de janeiro de 2017

5 dicas para iniciantes que desejam competir no triathlon

Algumas dicas da triatleta Giselli Souza,  focadas na natação.

Para quem deseja começar a competir no triathlon em 2017, a primeira dica é respeitar sua evolução no esporte. Mesmo para quem já tem uma bagagem de maratonas de rua no currículo, a experiência de de incluir outras modalidades no treinamento diário, além da própria transição - dita pelos próprios treinadores como a quarta modalidade - faz com que você realmente se sinta um bebê dando os primeiros passos em um novo esporte.
É assim mesmo. Quando comecei a pensar em fazer triathlon, voltei para as aulas de natação e depois para as travessias aquáticas. A experiência de nadar em alto mar é totalmente diferente de piscina, que por sua vez também é diferente quando você nada em um rio ou represa.

Foto: Arquivo pessoal Foto: Arquivo pessoal

Como diz um dos meus treinadores da equipe de triathlon da Run&Fun, o Silvio Camargo, “a corrida com esforço você aprende, a bike também, mas a natação… Essa se você não sabe direito é um problema”. E é verdade mesmo. Não saber nadar ou ter fobia em águas abertas costuma ser a pedra no sapato de muito triatleta.
Para quem pensa em começar no esporte este, para mim, deveria seria o primeiro teste para saber se realmente está disposto a encarar o desafio.
Como vim da natação e meu corpo tem memória, foi de certa forma tranquilo esse retorno. Cresci fazendo travessias no litoral, mas para muita gente, especialmente quem aprende a nadar depois de adulto, não é.
Se você já nada, experimente voltar aos treinos de natação com mais intensidade e se inscreva em travessias aquáticas de distâncias curtas: 750m ou 1000m. Dê preferência a praias sem ondas, para que essa adaptação seja o mais tranquila possível, sempre com a orientação do seu treinador. Evite nadar em represas ou rios onde a água é mais densa e exige maior esforço. Na parte de investimento em equipamento, é possível nadar somente com maiô, sem necessidade de macaquinho.
Foto: Arquivo pessoal Foto: Arquivo pessoal
Depois de fazer algumas travessias, experimente um aquathlon. Para quem não sabe, consiste nas modalidades de nadar e correr. Quando eu fiz, somente de maiô e sem treinamento de transição, percebi que tinha jeito para o negócio e resolvi investir na compra de uma bike.
Existem vários circuitos de aquathlon com distâncias curtas, como nadar 750m e correr 5km. A primeira vista pode parecer pouco, mas quando você junta os dois, não é. Essa é a segunda e importante lição do triathlon. Não subestimar as distâncias curtas, pois o que esporte é a união das modalidades e não somente uma.
Embora a performance seja algo muito subjetivo - há quem prefira concluir um Ironman no tempo limite do que fazer um short bem feito - eu particularmente faço parte da turma que gosto de começar “do começo”.
Faço e incentivo atletas iniciantes a se inscreverem em treinos simulados, travessias, shorts, treinos de ciclismo na estrada, pois particularmente acredito que quando o esporte é construído de forma gradativa a chance de desistir é infinitamente menor.
Como os equipamentos e inscrições exigem um investimento alto por parte do atleta, a minha sugestão sempre é de começar aos poucos até para ir sentindo se esse é o esporte que você irá chamar de “seu”. Seja pela rotina diária de treinamento, como também pelo investimento financeiro, o triathlon é um esporte que exige bastante renúncia.

Foto: Guto Gonçalves/Divulgação Foto: Guto Gonçalves/Divulgação

Por Giselli Souza

sexta-feira, 30 de setembro de 2011

A prevenção de lesões no triathlon


|Espírito Outdoor

A corrida é o esporte que mais lesiona no triathlon. O triathlon é um esporte exigente, um pouco mais do que outros esportes de resistência, por um lado há os benefícios de se praticar três disciplinas ,mas também tem suas complicações.

 Neste artigo vamos nos concentrar no trabalho preventivo e compensatório. Por isso, é importante notar que a maioria das lesões sofridas no triathlon tem caráter de sobrecarga e de excesso de esforço .

 Outra causa comum de lesões nos triatletas são as lesões traumáticas, como decorrentes de uma queda, de uma torção no tornozelo ou de um osso quebrado. Mas a maior parte das lesões surgem pro excesso de esforço, já que os triatletas são mestres em querer se acabar superar.
Nesse sentido é importante fazer um levantamento das causas da lesão para poder fazer o trabalho de cura e reabilitação ou mesmo a prevenção nos casos que convém, e principalmente procurar um bom médico e fisioterapeuta para poder fazer o tratamento adequado.

Dos benefícios de se praticar triathlon estão:

Na maior parte dos casos o atleta lesionado consegue praticar um ou dois esportes
Por ser composto por três modalidades podemos evitar, grandes cargas de uma determinada modalidade
Se mantivermos um bom equilíbrio entre os três esportes podemos oferecer uma condição ótima para que nossos sistemas estruturais e fisiológicos se desenvolvam de maneira saudável

Já entre as desvantagens estão:

O desequilíbrio entre as 3 modalidades pode trazer piora ao condicionamento físico
Em atletas que treinam mais de um treino por dia, as vezes não dá tempo de se recuperar suficientemente entre uma sessão e outra
É necessário um trabalho de base extenso ou um trabalho complementar preventivo para que o atleta iniciante não se lesione, já que são comuns casos de faciítes plantares, canelites e dores no joelho entre os iniciantes.
O triathlon é um dos esportes mais seguros do mundo, se praticado corretamente, e acho que, tem mais vantagens do que desvantages. Na minha opinião, o atleta iniciante deveria fazer um trabalho complementar para ajudar a desenvolver sua estrutura física a aguentar treinos mais extensos das modalidades. Além disso os treinadores deveriam ser um pouco mais rígidos em não permitir que o iniciante fizesse tanto volume de treino.
 Entre os trabalhos complementares podemos destacar 3 pontos principais.

O trabalho de Força

Com o estilo de vida sedentário a população de um modo geral está cada vez mais fraca. Isso se reflete não só na musculatura, como na postura, na densidade óssea e na capacidade aeróbia das pessoas.
Para isso o treinamento de força (como a musculação) deve ser orientado para a saúde do sistema músculo-tendíneo-esquelético para permitir que o atleta consiga manter sua eficiência técnica durante a execução das modalidades evitando movimentos desequilibrados.

Alongamento

Apesar de toda a controvérsia em torno dos alongamentos, é necessário que o músculo mantenha o seu comprimento ideal para o máximo de desempenho (músculos muito encurtados são mais fracos!). Existem muitos métodos diferentes de alongamento, procure um profissional qualificado.
Descanso

O descanso é conhecido com o treinamento invisível, pois ele é tão importante quanto a sessão de treinamento. Pois é apenas nos momentos de descanso que nosso organismo consegue assimilar as cargas dos treinos e produzir adaptações em nosso organismo. Além disso, a falta de recuperação adequada irá comprometer a saúde dos músculos, ossos e tendões. Recomendo pelo menos 1 dia de descanso completo na semana e uma noite de sono de pelo menos 7h por dia.
Em resumo,  deve-se incluir o trabalho preventivo, principalmente entre os iniciantes a fim de evitar lesões e melhorar a performance. Se tens apenas 60min para treinar, que tal treinar 55min e reservar 5 minutinhos para o alongamento?

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Descubra o quê o treino do triathlon pode fazer para você


O que você não sabe sobre o triathlon?
É errado pensar que os triatletas por treinarem para 3 modalidades diferentes sofrem mais lesões se comparados com seus colegas de um esporte só como nadadores, corredores e ciclistas. Na verdade o que ocorre é exatamente o contrário, pois ao dividir o tempo de treinamento entre as 3 modalidades é possível desenvolver um corpo mais equilibrado sem sobrecarregar apenas 1 grupo muscular enquanto tem-se um excelente estímulo para a melhora do seu condicionamento aeróbio.

O treino de triathlon pode ser inserido no meio da temporada como ferramenta para melhora de condicionamento físico e performance na sua modalidade de origem.

A combinação de três modalidades torna o triathlon um esporte para todos

O que o treino de triathlon pode fazer pelos corredores?
Os corredores são os atletas que menos treinam em números de horas dentro dos atletas de endurance. Enquanto dificilmente um corredor de elite treina mais do que 15 horas por semana, como é o caso do ganhador da maratona de Nova York Meb Keflezighi, é muito comum ciclistas, nadadores e triatletas chegarem a treinar 30 horas por semana.

Durante a corrida o corredor sujeita seu corpo a impactos da ordem de 4 vezes o peso do corpo, estimulo que na medida correta é excelente para o aumento da densidade óssea (Leia mais em Você cuida de seus ossos?), mas que em excesso torna-se prejudicial e pode gerar lesões ósseas (fraturas por estresse), lesões musculares (como estiramentos e até ruptura de fibras em alguns casos) e lesões nos tendões e articulações (como as tendinites, bursites e calcificações).

O ciclismo pode ser usado como ferramenta para dar um estímulo aeróbio, ao mesmo tempo que ajuda a recuperar os músculos dos danos a que o corpo é submetido durante a corrida, pois é uma atividade que não gera impacto sobre as articulações.

Outro uso do ciclismo pouco explorado pelos corredores é usá-lo em seus treinos longos. É quase impossível correr por 3h toda semana sem se machucar. Mas mesclando o ciclismo em seus treinos longos você poderá facilmente chegar a sessões de 3h. Por exemplo, se sua corrida longa é de 1h30, experimente aquecer com 30min de ciclismo leve antes da sua corrida. Dessa forma você terá feito um treino de 2h sem aumentar seus riscos de lesão.

A natação por ser realizada no meio líquido é excelente para ser usada como descanso ativo, pois a pressão hidrostática faz com que dentro d’água nosso peso diminua e assim facilita a recuperação muscular.

O que o treino de triathlon pode fazer pelos ciclistas?

Para os ciclistas o treino de corrida, pode servir com complemento durante a fase de preparação básica. No ciclismo, normalmente o quadríceps é o músculo mais usado para gerar força durante a pedalada, mas para melhorar a eficiência de suas pedaladas o ideal é que o ciclista conseguisse utilizar os músculos posteriores da coxa, os glúteos e os flexores de quadril, pois assim a força produzida por esses músculos somado ao trabalho do quadríceps tornariam as pedaladas mais fortes e constantes o que contribuiria para o aumento da potencia total produzida e seguramente melhoraria os resultados das competições.

Durante a corrida os músculos mais recrutados são os posteriores de coxa, os glúteos e os flexores de quadril. Exatamente os músculos que o ciclista teria que desenvolver para melhorar sua eficiência durante a pedalada.

Os músculos do tronco não são muito desenvolvidos nos ciclistas, o que as vezes faz com que o ciclista desenvolva, com o passar dos anos, uma postura arqueada. A natação pode ajudar a trabalhar os músculos do tronco para evitar que o ciclista desenvolva uma má postura.

O que o triathlon faz pelo pessoal da corrida de aventura?

Os corredores de aventura já são multi-esportistas e já usufruem dos benefícios de se combinar várias modalidades. Mas uma das modalidades que compõe as corridas de aventura na prática é difícil de ser treinada e muitas vezes é relegada a ser praticada apenas nos finais de semana. Essa modalidade é o remo. Apesar do padrão motor da remada e da natação ser diferente os músculos envolvidos nas duas modalidades são os mesmos. Incluindo treinos de natação no meio da semana você consegue estimular e desenvolver os músculos da remada que se tornariam mais fortes e eficientes e poderiam fazer com que suas remadas de final de semana se tornassem mais proveitosas.

O que o triathlon pode fazer para o nadador?

É comum nadadores terem sua densidade óssea menor do que uma pessoa comum. A densidade óssea aumenta com o aumento das forças de compressão que agem sobre o osso, os nadadores por passarem muitas horas do seu dia dentro d’água acabam não obtendo o estímulo ósseo necessário para manterem seus ossos saudáveis. Apesar desse fato não afetar diretamente sua performance, isso pode prejudicar os nadadores em seu processo de envelhecimento.
Seria recomendável incluir treinos curtos de corrida pelo menso 2 vezes por semana durante quase toda a temporada dos nadadores para estimular sua massa óssea, já que a corrida é um esporte que proporciona os estímulos de compressão necessários para contribuir para um osso mais forte.
Experimente e Bons treinos!

Por:  |Espírito Outdoor - Rodrigo

quinta-feira, 23 de junho de 2011

Por que usar sapatilha?

Utilizar sapatilhas para andar de bicicleta traz benefícios aos ciclistas em vários aspectos. Por isso, montamos esta matéria que apresenta uma breve história sobre o pedal e o surgimento das sapatilhas e termina com um resumo dos principais benefícios de usá-las.
 
1. A história do pedal

Durante a história da bicicleta, foram desenvolvidos diversos modelos e tipos de pedais, mas podemos enquadrá-los em três principais categorias, que são as seguintes: a) Plataforma; b)Firma pé;  c) de Encaixe.
O primeiro a surgir foi o pedal de plataforma, fornecia uma plataforma ampla, que permitia a transferência de força para o pedal.



O segundo modelo desenvolvido foi o pedal com firma pé, ele permitia que o ciclista aplicasse força também na fase de “recuperação” da pedalada. O movimento de pedalar pode ser dividido em duas partes: propulsão (empurrando) e recuperação (puxando). O pedal de firma pé melhorou a performance dos ciclistas já que estes conseguiam aplicar potência nos pedais por mais tempo.



O último modelo foi o pedal de encaixe, desenvolvido em 1984, estava vinculado a utilização de sapatilhas com “taco”, que se prendia ao pedal. Assim que foi lançado, o pedal não foi bem recebido pelos ciclistas, uma vez que era fixo não permitia rotação do joelho, causando desconforto para o ciclista. Após estudos, descobriu-se que, permitindo-se um grau de rotação aos pedais de encaixe, o desconforto deixava de existir. Assim, os modelos foram atualizados para permitir o leve movimento de rotação e hoje são predominantemente utilizados pelos ciclistas.




Benefícios da Sapatilha


1. Segurança

A sapatilha impede que o pé se solte acidentalmente do pedal, o que acontecia com os modelos de plataforma e os pedais de firma pé sem alça. Porém em situações de queda, elas automaticamente se soltam do pedal, permitindo com que a bicicleta não fique presa ao ciclista, evitando lesões graves.

2. Conforto

O pedal de encaixe proporciona um posicionamento correto dos pés (quando regulado corretamente) e restringe o grau de rotação, isso diminui as lesões no joelho e dores articulares, aumentando consideravelmente o conforto da pedalada.

3. Estabilidade

Uma vez que o “taco” da sapatilha fica preso ao pedal, proporciona uma firmeza maior na pedalada, os pés não se movimentam da maneira que não devem, aumentando a estabilidade e diminuindo o desperdício de força.

4. Desempenho

A combinação de maior segurança, conforto e estabilidade, além da capacidade de aplicar potência durante pontos diferentes da pedalada, faz com que exista um ganho significativo de performance quando a sapatilha é utilizada. Esse é o motivo pelo qual todos os ciclistas de competição, em quase todas as categorias, utilizam sapatilhas.

Dica:
Para que tudo isso funcione, é muito importante que o ciclista consulte um profissional de Bike Fit, para realizar a regulagem correta da sapatilha, para que lesões e dores no corpo em razão de uso inadequado do equipamento.

quarta-feira, 22 de junho de 2011

Triathlon é três vezes mais esporte

O Triathlon já percorreu um longo caminho desde o seu início em 1974, quando um grupo de amigos começou a treinar junto. Formado por nadadores, ciclistas e corredores, em pouco tempo eles estavam organizando competições combinando os três esportes. O Triathlon é um esporte multidisciplinar emocionante, envolvendo uma corrida contínua, em distâncias diferentes, em três disciplinas: natação, ciclismo e corrida.

Os competidores correm contra o relógio, que começa a marcar ao entrar no mar e para quando eles cruzam a linha de chegada após a corrida. Por esta razão, o Triathlon é frequentemente relatado como tendo uma quarta disciplina conhecida como a transição. A transição é o ponto da corrida, quando os concorrentes mudam de natação para o ciclismo e do ciclismo para corrida. O personal trainner, William Barbosa, pratica Triathlon há 8 anos, e hoje técnico da equipe TriAction Team é capaz de descrever a sensação de praticar essa modalidade. ’’ A sensação é inexplicável, passar a linha de chegada em um ironman que dura acima de 9 horas entre natação, ciclismo e corrida. É como se estourasse a endorfina no nosso corpo”, declara Barbosa.

Apesar de pessoas fazerem Triathlon por diferentes razões, os benefícios são universais. Uma das vantagens que o triatleta encontra ao praticar Triathlon é uma melhora grande cardiovascular. De acordo com o atleta Barbosa, outra vantagem muito importante é que várias pessoas procuram o Triathlon para o emagrecimento. Ele conta, no entanto, que conforme iniciam as competições, o prazer de baixar o tempo e vencer seus próprios limites superam o desejo de emagrecer, e com isso fazem a atividade com mais prazer e emagrecem consequentemente.

Cuidados na alimentação dos triatletas

Atletas assim, você deve imaginar que precisam de um bom treinamento e muita resistência. Mas algo muito importante para que esse atleta acompanhe o ritmo sem se prejudicar é a alimentação adequada. Segundo o nutricionista esportivo, Luiz Ricardo de S. Alves, os triatletas são um dos atletas que mais gastam calorias durante seus treinos e provas, portanto, não devem fazer restrição de carboidratos, proteínas ou gorduras. “Esses três macronutrientes são muito importantes. As vitaminas e minerais são importantes também, mas com uma dieta adequada em qualidade e quantidade vai suprir toda a sua necessidade” explica o nutricionista. O nutricionista recomenda que os triatletas devem incluir no seu cardápio boas fontes de carboidratos como frutas, sucos naturais, arroz (de preferência integral pelo menos 2 a 3 vezes na semana), batata cozida (pode substituir por mandioca ou cará), torradas, macarrão, aveia, granola. Entre os exemplos de fontes de proteína de boa qualidade estão carnes magras (peixe ou frango ou carne vermelha e de preferência grelhadas ou feitas com pouco óleo), leite, queijos magros (queijo cottage, branco, tofu, ricota), iogurtes ou coalhadas. E boas fontes de gordura são azeite ou óleo crú (óleo de soja, canola, milho), castanhas como amêndoas, castanha do pará, castanha de caju, macadâmia, avelã.

O nutricionista ainda alerta sobre o uso do álcool. “O indivíduo ingerindo álcool diariamente pode se tornar um alcoólatra e não existe compensação para álcool, ou seja, tomar apenas no final de semana. Se o atleta quer realmente ter resultados em seus treinos e provas é melhor retirar o álcool do cardápio”, diz o nutricionista. E completa: “Não devem ficar mais de 3 horas sem se alimentar, pois isso libera um hormônio do estresse chamado cortisol e ele deprime nosso sistema imunológico (favorecendo o desenvolvimento de doenças como gripe, dor de garganta, otites, etc.) e destrói nossos músculos”.

De acordo com ele, é impossível o triatleta não ter que usar suplementos, que devem ser ingeridos na hora certa e na quantidade adequada. É essencial que o atleta não se consulte sozinho. O nutricionista explica a importância de um profissional na prática do Triathlon.  “O ideal é que o atleta tenha um acompanhamento com um nutricionista esportivo que poderá individualizar seu cardápio e passar estratégias nutricionais de suplementos extremamente específicas de acordo com seu peso e objetivos”, conclui.
LivrEsportes
 

sábado, 18 de junho de 2011

Pedalar é preciso


O movimento de pedalar, não é somente o empurrar os pedais pra baixo com força. As pernas, devem agir independente umas das outras, de modo que acabam auxiliando e diminuindo a força necessária para empurrar o pedal.

Mas como é isso?
Bom, se você tirar um dos pés do pedal, o outro precisará “puxar” o pedal pra cima para manter o ciclo. É esse o movimento que deve ser constante.


Movimento dos pés durante o ciclo



Ciclistas mais experientes, as vezes brincam dizendo que fulando esta pedalando quadrado. Acontece quando não se faz o movimento de puxar o pedal, acabamos balançando o tronco, como se estivesse com a roda quadrada. Pedalar requer somente movimento das pernas.

Para aproveitar melhor o movimento, os joelhos devem permancer numa linha perpendicular à ponta dos pés, fazendo uma linha vertical durante todo o ciclo. Os pés, empurram e puxam os pedais. Quando um empurra (movimento natural para nós) o outro deve puxar, aliviando a força da outra perna e utilizando melhor a musculatura da perna.
 
Esse ciclo, é simples, porém mesmo os profissionais, durante todo o inicio de temporada nos treinos de força, corrigem esse movimento para manter o sincronismo da pedalada.

Agora é montar na bike, sair pra pedalar e concentrar no “puxa e empurra”. Ah, como empurrar é natural, concentre em puxar o pedal. Com o tempo isso fica automático, facilitando muito as subidas, principalmente em terrenos escorregadios.

segunda-feira, 16 de maio de 2011

"Como abordar o polimento para o Ironman"

para quem não leu...

http://issuu.com/mundotri/docs/mundotrimag008?viewMode=magazine&mode=embed

pagina 66


Todos que estão próximos a mim, sabem que não canso de dizer que condicionamento é tudo!
Todo Ser Humano se condiciona a qualquer atividade que se faça por um determinado período.
Uns se adaptam mais rápido e mais facilmente, e outros levam um tempo a mais. Mas no final o resultado é o mesmo para todos, e 99% das pessoas se adaptam.

Não canso de dizer também, que cada Ser Humano é único, e não se pode dar "receitas de bolo", para que todos façam suas adaptações igualmente.
Cada um é cada um, e por isso devemos nos conhecer muito bem, para que possamos nos - avaliar, nos sentir, nos testar -, para ter uma adaptação mais eficiente a cada tipo de exercício.

Isso não vale só para o triathlon e sim para toda e qualquer atividade da vida de cada um.
No triathlon, tudo só fica um pouco mais difícil, pois esse esporte é tão desafiador, quando justo, injusto, motivador, desmotivador, e cansativo.

A ideia do como abordar o polimento para uma prova de Ironman, depende de como você é atualmente.
Você precisa se conhecer o suficiente para saber o quanto longe pode ir.

Treinos longos até quando ?
Estímulos ?
Tiros até quando ?
Treinos leves de quando até quando ?

Todo polimento depende de quanto você esta treinado.
É muito simples, não tem segredo.
Todo polimento, não só para um Ironman, mas para uma prova de 5km de corrida, depende do quanto você esta treinado para suportar cada atividade na atualidade.

Por isso, é preciso se conhecer.
Nenhum médico, fisioterapeuta, nutricionista, educador físico, ou técnico, pode fazer isso por você.
É você que deve se conhecer para saber o quanto longe pode ir.

Acontece isso ?
Não!

As pessoas se entregam aos médicos, se entregam aos fisioterapeutas, educadores físicos e técnicos para que eles cuidem delas.

Ta errado!

Os profissionais da medicina, nutrição, fisioterapia ou educação física, vão te tirar do zero, te dar um norte e dar um acompanhamento tirando dúvidas.
O resto é com você.

Polimento para um Ironman?
Minha dica é:

Não faça nada que você não esteja condicionado.
Competições antes da prova-objetivo devem ser feitas sempre. É nelas que você precisa se testar.
Simulados de alimentação, equipamentos, e condicionamentos devem ser feitos bem antes do objetivo.
Não teste nada na semana da prova-objetivo.

Não se meta a fazer nada que você não esteja acostumado nem condicionado.
Não siga o que esta dando certo para outros triatletas, pois você é você, e ele é ele.

ciro violin

segunda-feira, 9 de maio de 2011

Os erros mais comuns dos triatletas de primeira viagem

Na maioria das vezes, as pessoas começam a treinar para o triathlon e se esquecem de algumas coisas importantes, pois, apesar do triathlon envolver três modalidades esportivas diferentes, na hora da prova você irá realizar cada uma das modalidades em sequência, uma seguida da outra.

Faça um simulado ou transição antes da sua primeira prova: E é importante que em algum momento antes da sua prova, você faça um treino de transição ou um treino simulado para combinar modalidades, e ter a sensação de fazer uma modalidade seguida da outra. Para você ter a sensação de pedalar depois de ter nadado e principalmente sair pra correr depois de ter pedalado.

Não deixe para ter sua primeira experiência de águas abertas no dia da prova: Apesar da maior parte do treinamento de natação ser realizado em piscina, é importane que você faça pelo menos um treino de natação em águas abertas, para se familiarizar com o ambiente que você irá encontrar na prova. Em águas abertas, normalmente  há pouco visibilidade na água e se for realizado no mar provavelmente existirá a presença de ondas e correnteza. Portanto faça um treino em águas abertas antes da sua primeira prova.

A nutrição é a quarta modalidade do triathlon!

 O terceiro erro mais comum do triatleta é a nutrição. Muitos triatletas se concentram muito no seu equipamento e treinamento e esquecem da nutrição no dia da prova. Para provas maiores de 60min, recomendo que você consuma algum tipo de carboidrato, ou na forma de gel ou em uma solução líquida. E é importante se atentar à hidratação, pois as provas de triathlon normalmente são realizadas em horários quentes e as pessoas acabam subestimando a quantidade de líquido que tem que beber durante a prova e acabam passando mal.

 Essa talvez seja uma das maiores causas de problemas durante uma prova de triathlon.
Bons treinos!

Por: "Espírito Outdoor"

segunda-feira, 25 de abril de 2011

Lesões mais comuns em ciclistas e corredoras

No ciclismos em geral temos dois tipos de lesões, as traumáticas, por quedas, e as causadas por esforços repetitivos. Nas quedas, a maior parte das lesões são as contusões (batidas) que ficam apenas com hematomas e edema (inchaço), e as fraturas das mais variadas, costelas, clavícula, vértebras, e muitas outras, dependendo apenas da forma como a ciclista cai.
Já as lesões de repetição ou por esforços repetitivos se caracterizam por serem na maior parte crônicas, pois geralmente ocorrem por excesso de treinos ou mau posicionamento da bicicleta à ciclista ou ainda pelos dois fatores somados que é o mais comum.
 
Fasceíte plantar: A fáscia plantar é uma “membrana” formada por tecido conjuntivo que se origina no calcanhar e segue até se inserir após o arco do pé, antes da cabeça dos dedos. Causas: pisar forte com o calcanhar, correr em superfícies duras e tênis inadequado.

Canelite: inflamação dos tendões e músculos ao redor da tíbia (osso da perna) ou do tecido que a recobre. Causas: correr em solo irregular, aumentar a distância do percurso desordenadamente, pisar com o pé voltado para dentro durante a corrida.

Metatarsalgia: A dor e inflamação do pé na "maçã do pé," essa área entre o arco plantar e os dedos do pé. A dor centra-se geralmente em um ou mais dos cinco ossos (metatarsos) do pé. Causas: tênis inadequado, treinamento excessivo, ou calo. Um calo é uma acumulação de pele que se forma em resposta à pressão excessiva sobre o osso.

Condromalácia: Trata-se de uma espécie de amolecimento da cartilagem pelo atrito incorreto contra os côndilos do fêmur. Ocorre um desconforto e dor ao redor ou atrás da patela. A dor (algumas vezes ardência) é descrita como profunda e localizada na região retropatelar.O sintoma mais comum é a dor atrás da patela. É possível que ocorra crepitação e estalos, muitas vezes audíveis, além de edema (inchaço)
Fraturas por estresse: Acontecem por causa de esgotamento muscular excessivo e falta de absorção de impactos acumulativos. As fraturas de stress são fissuras microscópicas dos ossos, causadas por uma soma quantitativa de stress que não foi curada.

Tendinite do tendão Calcâneo( Aquiles) : O desenvolvimento da lesão é quase sempre gradativo e em longo prazo. As atividades em que a duração e a intensidade aumentam muito rapidamente, com tempo de recuperação insuficiente, podem piorar o distúrbio. O uso de calçados inadequados à prática esportiva (observar tipo de pisada) pode ser um elemento que pode desencadear a tendinite.
Joanete: protuberância óssea na parte externa do dedão do pé indicando inflamação local. Causas: herança genética, pronação excessiva, sapatos apertados.

Entorses de tornozelo: Entorses por inversão (quando o pé vai para dentro) resultam em lesão dos ligamentos laterais do tornozelo, que é, de longe, a mais comum.
Entorses por eversão (quando o pé vai para fora) são menos comuns. Porém, mais difíceis de se recuperar.
É sempre indicado após uma torção, fazer compressas de gelo para evitar edema e diminuir a inflamação. Procure um médico.

LESÕES NAS CICLISTAS:

Abrasões e lacerações: (feridas rasgadas ou recortadas) exigem o cuidado adequado. A maioria pode ser cuidada em casa com a limpeza e troca de curativo. No entanto, casos graves, que envolvem grandes áreas de superfície ou de contaminação por sujeira ou restos, ou lacerações profundas devem ser adequadamente avaliados e limpos.

Entorses e contusões: (hematomas) geralmente se curam com a aplicação de repouso, gelo, compressão e elevação. Medicações antiinflamatórios, também podem ajudar a controlar o inchaço e a dor. Entorses que não melhoram com essas medidas simples, pode ser uma lesão ligamentar mais grave e deve ser avaliado mais profundamente.

Fraturas: (os ossos quebrados) são mais comuns na mão, punho, antebraço e ombro. Eles ocorrem quando o piloto tenta proteger sua queda com o braço esticado. Imobilizar o local imediatamente.
Cabeça e lesões no rosto: o uso do capacete reduziu significativamente as lesões graves na cabeça, no entanto, faz pouco para proteger o rosto. Depois de uma queda, todos os sintomas de confusão, tonturas, diplopia (visão dupla), perda de consciência, sonolência excessiva, ou dor de cabeça severa deve ser prontamente avaliada.

Lombalgias: Os principais fatores causadores das lombalgias podem ser desvios posturais, desequilíbrio muscular, fraqueza muscular, lesões mal tratadas, mal ajuste da bicicleta, terrenos muito acidentados ou com longos aclives e declives acentuados, entre outros.

Ferimento da mão: O primeiro sinal de uma lesão na mão é formigamento ou dormência na palma da mão ou dedos.

Dor no ombro: O ferimento no ombro geralmente ocorre durante passeios mais longos. É causada principalmente por colocar muito peso nas mãos.

Dor do joelho: Síndrome patelofemural (dor na frente do joelho). As causas de dores anteriores mais freqüentes são condromalácia, que é o amolecimento da cartilagem da patela e do fêmur, levando a uma crepitação e desconforto nos agachamentos e nas subidas; tendinite do quadríceps (músculo localizado na frente da coxa), caracterizada por dor na inserção do músculo (final da coxa) em qualquer tipo de exercício; tendinite patelar, causada pela irritação do tendão.


PROTEJA-SE!!!!
*Alongamentos antes e após o exercício.
*Aumente sua distância de forma sensata.
* Não exponha seu corpo a dias consecutivos de exercício muito intenso.
*Incorporar ocasionalmente uma semana "fácil" no seu programa de treinos.
*Não ignore a dor súbita ou desconforto.
*Não tente "forçar" a dor.
*Periodicamente substitua os seus tênis.
*Variar as suas opções de treino.
*Tenha em atenção a recuperação pós-competição
* Faça sempre uma massagem desportiva para relaxar a musculatura!!!

       Leticia Novaes

Autor: Leticia Novaes

domingo, 10 de abril de 2011

Ironman Brasil: Como desenvolver uma natação eficiente



Por Vinícius Santana:
 
 A natação no Ironman Brasil tem suas particularidades e é importante entender o peso que a etapa tem na prova.
 Confira dicas para um bom desempenho na água

Antes de começar os treinos de natação é importante entender as particularidades da natação do Ironman Brasil, e o peso que ela tem em sua prova.

A natação no Ironman
É comum ver atletas dando pouca importância aos treinos de natação, principalmente pelo tempo gasto na água em relação ao ciclismo ou a corrida. De maneira geral, a natação é responsável por cerca de 10% do tempo total da prova.

Porém, é importante lembrar que triathlon não é natação+ciclismo+corrida, e sim, nataçãociclismocorrida, estar com a natação em dia, sair da água pouco desgastado, irá lhe trazer benefícios na parte final da corrida! Pois a fadiga só acumula aquele cansaço generalizado, o “peso nos ombros” que você sente quando corre é, em parte, resultado da natação.

Outro aspecto importante desta modalidade no triathlon é o peso referente à estratégia de prova. Nadar bem significa menos tráfego no ciclismo, e um melhor pacing, pois ao seu lado também estarão somente atletas mais experientes e em melhor forma física. Quem consegue fazer a natação do Ironman em menos de 1h05 tem potencial para uma prova muito mais tranquila e rápida do que atletas que nadam para tempos superiores a 1h20.

Características de Florianópolis
Água fria e roupa de neoprene são os dois fatores quase sempre previsíveis na natação do Ironman Brasil. É importante saber que por mais que o wetsuit ajude sua flutuação, o que resulta em tempos mais rápidos do que sem a roupa, seus ombros também são mais exigidos do que o normal, portanto, faça treinos de força utilizando pulbóia e palmar nos tamanhos adequados por pelo menos uma série longa na semana.

Outra dica fundamental é utilizar o wetsuit também semanalmente à medida que o Ironman se aproxima. Isso lhe dará confiança no dia da prova, e você também vai estar fisicamente adaptado para as exigências musculares do wetsuit.

Correnteza e Marolas
Quando se trata das condições do mar, Floripa é quase imprevisível. Em algumas edições da prova, o mar mais parecia uma piscina, não tinha vento, nem marola ou correnteza. Já em outras edições aconteceu o contrário, mar revolto, fortes correntes, o que exigiu dos atletas muito mais força do que técnica.

Aliás, a técnica usada em condições extremas e águas abertas, em geral, é diferente da técnica da natação tradicional, aprenda a nadar com uma maior frequencia de braçada e braços relativamente esticados ou pouco dobrados na parte da recuperação, isso lhe garante que sua natação vai ser eficiente mesmo em condições difíceis.

E, mais uma vez, é importante trabalhar sua força com palmar e pulbóia, idealmente você deve combinar séries curtas e fortes, com longos em baixa intensidade.

Não se deixe abalar!
Um ponto importante a ser lembrado é a importância do seu tempo ao final da natação. Por mais que a tecnologia com GPS esteja presente na maioria das marcações de percurso, não dê muita importância se seu tempo for alguns minutos acima ou abaixo do esperado.

A importância disso tudo é não deixar seu parcial da natação influenciar em sua estratégia no restante da prova. Mesmo se sair alguns minutos atrás do previsto, pense positivo e continue em seu plano, pois com a adrenalina da prova, um pouco de raiva por tempo ruim, e atletas ao seu lado, é muito fácil se deixar levar e acabar pedalando muito mais forte do que planejado, e você vai pagar o preço no final da bike ou na corrida.

Portanto, organize seus treinamentos de tal forma que você vai estar preparado para todas as possíveis circunstâncias no dia da prova, além de ter os benefícios no ciclismo e corrida de uma natação rápida e eficiente.

Fonte: www.ativo.com

domingo, 20 de fevereiro de 2011

TRIATHLON INTERNACIONAL de SANTOS

Reinaldo Colucci e Carla Moreno venceram hoje, de ponta a ponta, a vigésima edição do Triathlon Internacional de Santos.
Com uma performance incrível,  mostraram que já estão afiados para a briga por uma vaga olímpica .
E842EBE1 6A26 4131 B6BB FD132BCE3F330 Reinaldo Colucci e Carla Moreno vencem Triathlon Internacional de Santos

 
Resultados

Masculino

1. Reinaldo Colucci
2. Guilherme Manocchio
3. Chicão Ferreira
4. Marcos Ornellas
5. Santiago Ascenço

Feminino

1. Carla Moreno
2. Vanessa Gianinni
3. Carolina Furriela
4. Fernanda Garcia
5. Ariana Monticeli

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Triathlon Internacional de Santos

A primeira grande prova do circuito nacional de Triathlon será no próximo domingo (20/02), o tradicional Triathlon Internacional de Santos. No 20º aniversário da prova, o Internacional ficou só no nome e a disputa será entre alguns dos principais atletas nacionais.

No masculino, o grande favorito é o atleta olímpico e de multi-distâncias, Reinaldo Colucci. O bicampeão (2009-2010), busca o terceiro título consecutivo. Fabio Carvalho, tricampeão do Troféu Brasil de Triathlon (2007 a 2009), e vice-campeão ano passado, quer o seu primeiro título na disputa. Essa será uma das poucas oportunidades de vermos Fabio em provas sem vácuo este no, pois seu foco são as provas da ITU, visando a vaga olímpica em Londres 2012.

DSCF0495 520x347 Os favoritos do Triathlon Internacional de Santos: participe da enquete
Fabio Carvalho e Reinaldo Colucci protagonizaram a disputa no ano passado
Ainda entre os homens, outro campeão do Troféu Brasil estará presente: Santiago Ascenço.

Considerado um dos melhores atletas de provas sem vácuo, Santiago tem uma corrida fortíssima, mas precisa nadar bem para não gastar muita energia buscando os líderes na bike. Da mesma cidade de Santiago, Goiânia, temos o grande nadador Rafael Brandão, que promete puxar o pelotão na água junto com o mineiro Luiz Francisco Ferreira, o Chicão.

De Santos, temos Fred Monteiro e Luizinho Avelino, dois ótimos nadadores e conhecedores das provas de Santos. A grande ausência entre os santistas é o campeão do Troféu Brasil de Triathlon 2010 e triatleta olímpico Paulo Miyashiro, que se recupera de problemas com uma virose.

Outros nomes fortes na prova são Guto Antunes, Felipe Manente, Danilo Pimentel, Carlos Rodrigues, Felipe Guedes, Iuri Josino e o lendário triatleta Marcus Ornellas, um dos maiores nomes de todos os tempos no Triathlon nacional.

Amanhã divulgaremos os nomes da categoria feminina.

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

20coisas que seu parceiro de treino não te dirá


20 - Quando estiver correndo na rua, pare de correr no mesmo lugar nos faróis fechados, você parece um idiota.

19 - Existem pelo menos 2 músicas embaraçosas no ipod de todo mundo, portanto pare de dizer que não sabe como elas foram parar na sua playlist. Simplesmente assuma seu amor pelo Supertramp.

18 - Todo mundo fez xixi na piscina em algum momento. Todo mundo. Qualquer um que disser o contrário está mentindo. O mesmo vale para a largada única na natação em águas abertas. Existe uma razão para a água estar morninha naquele momento.

17 - Por favor, limite-se a no máximo 2 dispositivos eletrônicos quando for correr e esconda bem os fios. Fica ridículo aquele monte de fio pendurado saindo de você.

16 - Fora da sua turma de corrida, ninguém se importa se você fez um puta treino de 15k de corrida hoje de manhã. Não tente enfiar esse assunto em todo papo que você tem no seu grupo de trabalho, na escola, nas compras, no banco, no FaceBook...

15 - Nunca use o capacete aero (gota) quando for pedalar em pelotão, a não ser que você queira fazer papel de bobo.

14 - O mesmo vale para combinar a mesma cor dos pés a cabeça e com a sua bike.

13 - Homens peludos de bermuda de ciclismo branca ou transparente deveriam ser aprisionados em gaiolas e enviados para o circo dos horrores da Romênia.

12 - Na piscina, por favor, use maiô ou sunga apropriados, veja se a lycra já não está transparente. Ninguém merece dar de cara com cenas dantescas ao emergir de um tiro de 200m pra morte. É morte certa.

11 - Óculos de natação gigante ou que parece uma máscara de mergulho é assinar atestado de prego. Fica rrrridículo. Compre um óculos normal e, de quebra, melhore sua performance em pelo menos 10seg no tiro de 100m. Sério.

10 - Todo mundo se espanta quando vê suas próprias fotos de corrida online. Você fica assim, com essa cara torta e com essa pança solta quando corre? Sim, fica. Sinto muito.

9 - Não critique a dieta, treino, estilo de vida de ninguém, a não ser que aceite, numa boa, críticas em retorno.

8 - Gabar-se parte 1: se você estiver com atletas que saibam mais do que você, não finja saber tanto quanto (ou pior, mais do que) eles. Simplesmente escute.

7 - Gabar-se parte 2: não existe tempo de expiração para um PR (personal record). Mas a não ser que seja um record mundial, o tempo para se vangloriar de um PR expira em 5 anos.

6 - Gabar-se parte 3: batalhar por um objetivo e chegar lá é OK, mas até alcançá-lo, fique de boca fechada.

5 - Não use os treinos de ciclismo em grupo para disputar a posição de macho alfa, é perigoso e você já está (ou deveria estar) numa escala evolutiva superior a esse tipo de estratagema.

4 - Na natação, se tiver 10 tiros de 100m, por exemplo, não faça os 9 primeiros 30seg acima do seu tempo para poupar energia e bater apenas o último tiro na frente de todo mundo. Macho alfa aquático é tão ou mais patético que o do ciclismo.

3 - Você começou a treinar triathlon esse ano, completou seu primeiro short em abril e em novembro quer fazer um Ironman: grande coisa, nos EUA tem uma freira de 80 anos que também completa um Ironman em 16h59min. Mas sem cãimbras.

2 - Cuidado com os tipos de alongamento que você faz, aonde e na frente de quem você os faz, algumas posições são desagradáveis de serem assistidas, outras queimam o filme para sempre.

1 - Mesmo que seu parceiro de treino seja mais rápido do que você não se diminua nem blasfeme, pode ser, e é bem provável mesmo, que essa pessoa admire algo em você: sua atitude positiva, seu bom humor, sua persistência, seja lá o que for, aceite. Há uma boa razão para a pessoa continuar treinando com você, seu ranzinza.

Triathlon sem mistérios – pequeno glossário para não triatletas


 

Caros leitores, como este blog não é lido exclusivamente por triatletas e suponho que muitos devam ter dificuldades para entender os textos aqui postados, decidi, para dirimir as principais dúvidas, escrever um pequeno glossário com os termos básicos, porém fundamentais, para a compreensão do nosso amado esporte.

Alfa. Tipo de macho da espécie humana com alta incidência no grupo de triatletas. Costumam andar em bando e disputar a liderança dos treinos, causando, muitas vezes, a dissolução dos pelotões (vide). Desaparecem durante as competições.

Alimentação de treino. Lanche que seu filho leva pra escola e que você tem vontade de comer mas não tem mais idade para isso, os triatletas consomem, sem constrangimento, antes durante e depois do treinos: bisnaguinha com geléia, melzinho, todinho, bananinhas, entre outros.

Alvará. Permissão concedida pelo cônjuge do triatleta para participar dos treinos longos de final de semana. Obs.: Às vezes o triatleta, não requisitando o alvará com a devida antecedência, arrisca-se a treinar sem ele. Isso pode ter conseqüências matrimônio-judiciais gravíssimas.

Bento box. Pequena bolsinha que fica presa ao quadro da bike onde pode ser colocada a merenda e outros objetos. Costuma ficar melada com os restos de lanche (tal qual a lancheira de seu filho) e, além disso, adquire um odor característico em função da combinação com o suor depositado durante os treinos.

Bomba. Encontrada em dois modelos: de pé e manual, é um objeto que tem a função de encher as câmeras das bicicletas e que o triatleta sempre se esquece de levar (a de pé) quando o pneu está murcho e nunca está com uma (manual) quando seu pneu fura no meio do treino. Na segunda situação ele pode contar com um cilindro de CO2 (ver).

Buraco. Inimigo número 1 dos triatletas. Frequentemente encontrado na raia da USP, ataca os ciclistas ocasionando furos nos pneus, lesões nas rodas, tombos e, acima de tudo, brigas nos pelotões (ver).

Cadência ou ritmo. Modo de dizer a velocidade demonstrando aos demais que não é um corredor de esteira. Enquanto as pessoas dizem 12 km/h, triatletas e corredores experientes dizem 5 minutos/km.

Caramanhola. Conhecida também por squeeze ou garrafinha é um objeto extremamente perigoso, principalmente quando escapa de seu suporte na bicicleta da frente e cai na pista provocando pânico nos ciclistas e, não raro, acidentes sérios. Pode afetar também ciclistas inexperientes que, durante a complexíssima manobra de retirar e colocar a caramanhola no suporte perdem a direção e tombam.

CO2, cilindro de. Pequeno dispositivo que serve para encher as câmeras dos pneus na falta de uma bomba manual portátil. Devem ser atarraxados à válvula da câmera para enchê-las de uma só vez. Apesar de muito práticos, leves e de não ocuparem espaço, nunca funcionam.

Chuva. Pretexto preferido dos triatletas para continuar dormindo às 3ª e 5ª de madrugada, sem culpa.

Facebook. Rede social em que alguns triatletas postam seus treinos, outros se irritam com os treinos postados pelos primeiros e todos, de um modo ou de outro, mostram para o mundo que o triathlon é a coisa mais importante que existe.

Feirinha. Local organizado antes de competições de triathlon com estandes de venda de equipamentos e roupas de triathlon onde os triatletas compram uma vasta quantidade de inutilidades caras como se estivessem fazendo barganhas.

Fuel belt. Cinto ridículo onde se encaixam garrafinhas para hidratação em treinos de corrida. Serve para que os triatletas demonstrarem que estão fazendo um treino longo.

Garmin. GPS de pulso que tem como finalidade registrar todos os detalhes dos treinos como: distância percorrida, velocidade média, elevação e frequência cardíaca mas que o triatleta esquece de por a bateria para carregar, de ligar na hora certa ou de levar para o treino.

Ironman. Doença que costuma acometer os triatletas após um ou dois anos de treino e que, frequentemente, leva a um estado de loucura. Nenhum tratamento eficaz foi descoberto até hoje a despeito das inúmeras pesquisas realizadas por cientistas havaianos.
Meia de compressão
Meias de compressão. Mistura de meião de futebol com a meia que minha vó usa, e que os triatletas vestem com muito orgulho. A diferença está nas cores e estampas estapafúrdias.

Padoca. Principal razão pela qual os triatletas treinam no sábado. Alguns, inclusive, uns nem treinam, apenas vão ao local para encontrar os demais, tomar café e conversar.

Pelotão. Bando de triatletas que querem ser como as escuderias do Tour de France, mas se comportam como as torcidas organizadas dos times de futebol, sem a organização destas.

Planilha. Motivo de sentimento de culpa e desavenças entre triatleta e seu técnico.

Roda, Zé Rodinha. Habilidade de participar do pelotão sem fazer força. Pessoa especialista nesta habilidade.

Roda Zipp, 404, 808, rodas fechadas Equipamento utilizado por triatletas na vã esperança de melhorar seu desempenho mas que funciona apenas quando as pernas destes já são fortes o suficientes para não precisar deste artifício.
Espartilho moderno

Roupa de borracha – wetsuit. Parente próxima do espartilho, é uma vestimenta que serve para apertar, sufocar e assar a nuca do triatleta durante a natação além de dificultar a transição.

Sapatilha. Calçado utilizado para constranger o triatleta iniciante que, na hora de parar, invariavelmente esquece que esta fica presa ao pedal, não lembra de soltá-la e vai pro chão como um saco de batatas na frente de todos.

Suplementação. Pozinhos, líquidos, géis, cápsulas e comprimidos de cor, gosto e consistência estranhos pelos quais se paga uma nota para, supostamente, melhorar a performance do atleta ou causar um desarranjo gastro intestinal providencial nas provas em que ele sabe que não terá uma boa performance.

Técnico. Pessoa a quem o triatleta ouve mais do que seu pai, sua mãe ou seu cônjuge. O que não quer dizer, entretanto, que o triatleta siga as orientações deste.

Transição. Local que o triatleta não encontra depois de nadar esbaforido ou de pedalar como um louco, onde há uma série de voluntários que não sabem o que fazer, à volta do qual seu filho, seu marido/esposa ou técnico ficam gritando – “vai, vai, você ta bem!” enquanto você nem percebe que saiu pra correr com o capacete na cabeça.

Treino.
 Forma de expressão utilizada pelos triatletas para diferenciar-se de quem faz exercícios ou ginástica.

 Troféu. Objeto de gosto esteticamente duvidoso com o qual os triatletas adoram tirar foto em cima de um pódio.

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

10 provas para quem está começando no Triathlon ou no Biathlon e para os veteranos nas três modalidades se programarem para os próximos meses
 
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foto: diego ribeiro - ativo.com
A temporada 2011 está começando para os triatletas e é hora de pensar no calendário de provas e escolher aquelas que sejam mais adequadas aos seus treinos, objetivos e, claro, preferências pessoais.

 Há opções para os veteranos no Triathlon e Biathlon e também para os que estão começando nas modalidades.

Duathlon Terrestre Triativa

Matinhos, Paraná - 23 de Janeiro
A prova no litoral paranaense conta com disputa speed e MTB de 4 km de corrida, 20 km de ciclismo e mais 2 km de corrida, que também podem ser disputados em revezamento. Os iniciantes fazem metade desta distância. Saiba Mais
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 Simulado de Triathlon


Estrada Velha Caminho do Mar, São Bernarndo do Campo, SP - 30 de Janeiro
O evento na região da Represa Billings é uma oportunidade para os atletas treinarem sério como se estivem em uma prova, porém, sem a pressão por resultado. No simulado de Triathlon o atleta pode escolher a distância que quer fazer. Saiba Mais

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Campeonato Catarinense de Aquathlon
 Balneário Camboriú, Santa Catarina - 30 de Janeiro

A primeira etapa do Campeonato Catarinense de Aquathlon, na Barra Sul da praia central de Camboriú, terá 600 m de natação e 4 km de corrida. O evento também terá uma prova infanto-juvenil nas distâncias de 300 m de natação e 2 km de corrida. Saiba Mais
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Triathlon de Verão Guaratuba

Guaratuba, Paraná - 13 de fevereiro
A prova vale como 1ª etapa do Campeonato Paranaense de Short Triathlon, com 750 m de natação, 20 km de ciclismo e 5 km de corrida. Saiba Mais
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 Copa Interior de Triathlon e Duathlon


Piracicaba, São Paulo - 13 de fevereiro
A competição do interior paulista chega a sua 4ª edição apostando em um percurso diversificado e várias distâncias, além de disputa também em revezamento. Saiba Mais
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Triathlon Internacional de Santos


A prova completa 20 anos no litoral paulista e é uma das mais clássicas do calendário brasileiro, com distância olímpica de 1,5 km de natação, 40 km de ciclismo e 10 km de corrida.
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Gatorade Biathlon Series

Guarujá, São Paulo - 26 de Fevereiro
A abertura do Circuito em 2011 terá prova individual e em revezamento com 500 m de natação e 3 km de corrida em terreno misto (areia e asfalto), além de prova para iniciantes e crianças. Saiba Mais
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Troféu Brasil de Triathlon

Santos, São Paulo - 20 de Março
Uma das maiores e mais antigas competições de Triathlon no Brasil, com várias etapas ao longo do ano, começando com a disputa em Santos, com duas opções de distâncias para os triatletas. Saiba Mais
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Circuito de Triathlon Santa Cecília TV

São Vicente, São Paulo - 27 de Março
Composto por quatro etapas ao longo do ano, o circuito foi criado há cinco anos no litoral paulista para incentivar o esporte como meio de inclusão social. Saiba Mais
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SP Open de Biathlon

Santos, São Paulo - 2 de Abril
A prova é um celeiro de novos talentos e geralmente conta com atletas já consagrados para dar um estímulo extra aos competidores na natação e na corrida.
Santos, São Paulo - 20 de Fevereiro

sábado, 23 de outubro de 2010

Como é sua conduta durante as provas de Triathlon?

Às vezes observamos atitudes antidesportivas nas competições de Triathlon, mas, qual o sentido de uma prova de resistência em que se burlam as regras?

Por Rodrigo Tosta - ativo.com

Treinar é muito bom! Elaborar um planejamento e segui-lo o mais fielmente possível, perceber as mudanças que ocorrem no corpo, observar o quanto a rotina ensina e traz benefícios é muito recompensador. Mas de que serviria toda essa preparação, todo esse esforço se não pudéssemos colocar tudo em prática?

E é exatamente no dia da prova que fazemos isso. Mas uma prova de triathlon é muito mais do que apenas superar nossas marcas ou testar nossos limites físicos, é a oportunidade de conhecer novos lugares, nos relacionarmos com os outros atletas e até fazermos novas amizades. É nesses últimos dois pontos que gostaria de me prender para dar sequência a esse artigo...

Como devemos nos relacionar com outros atletas durante uma prova de triathlon? É realmente uma disputa; alguns buscam apenas cruzar a linha de chegada, outros um lugar no pódio, há os que querem, a todo custo, uma vaga para o campeonato mundial e ainda os que lutam pela premiação em dinheiro.

Cada um tem seu objetivo e deve interagir com o outro da melhor forma possível, e logicamente dentro das regras, para atingirem suas metas. Na última competição que participei, pude observar e vivenciar algumas situações que julgo, no mínimo, antidesportivas.

A situação mais corriqueira e que, tenho certeza, vou me tornar repetitivo falando, é a questão do vácuo, que no caso da referida prova era proibido. É impressionante como muitos atletas tentam se valer desse artifício para levar vantagem.

Fica aqui a questão: qual o sentido de uma prova de resistência em que você burla as regras e consegue um resultado expressivo? Que valor tem esse resultado? O que, realmente, esses atletas estão buscando?

Ainda durante o ciclismo, vi um atleta jogando fora suas caramanholas, no meio da pista e não no acostamento, sem a menor preocupação com quem vinha atrás. Alertei-o sobre esse risco de causar algum acidente e ele me respondeu com grosseria e palavras de baixo calão! Por que agredir verbalmente? Por que não reconhecer o erro e buscar repará-lo para a segurança de todos?

Outra situação lamentável aconteceu comigo. Durante a etapa de corrida, estava lado a lado com uma atleta profissional, a quem admiro por sua determinação e comprometimento com o esporte, pois mesmo tendo outro emprego ainda sim se mantém competitiva e focada em seus objetivos.

Em um determinado momento, por uma circunstância de falta de espaço no percurso essa atleta me empurrou e gritou: “Chega pra lá!” Tentei entender o fato, por acreditar que ela estava “brigando” por uma boa colocação e uma premiação em dinheiro, além de estar com uma diferença considerável para as primeiras colocadas.

Entretanto, fiquei estarrecido com a falta de controle, de educação e de profissionalismo da parte dela, até porque, destratar um atleta amador é destratar o maior responsável por aquele evento estar acontecendo, já que os amadores correspondem a mais de 90% dos participantes e, sem eles, os profissionais não teriam condição de estar ali, ganhando seu sustento e desempenhando seu trabalho.

Por último, ao chegar à área destinada aos atletas após a prova, local onde todos se alimentam, se hidratam e principalmente se confraternizam, presenciei dois atletas chegando às vias de fato. Socos, ponta-pés e correria, tudo pela alegação de que um tinha derrubado propositalmente o outro durante o ciclismo. Será que realmente foi proposital? É dessa forma, agredindo, que devemos proceder para resolvermos nossas diferenças com alguém?

Como citei no início desse artigo, uma prova de triathlon é também uma oportunidade para nos relacionarmos com outras pessoas, fazer novas amizades, mas precisamos de mais espírito esportivo, mais paciência e, sobretudo mais educação, pois é isso que o esporte nos ensina, a respeitar as diferenças e disputar para que vença o melhor!

Não deveria haver espaço para esse tipo de conduta e, sinceramente, acredito que isso seja coisa de uma minoria, mas que infelizmente atinge a todos. Que venham outras provas e que todos reflitam melhor sobre suas condutas, para que possamos ter eventos cada vez mais perfeitos e apaixonantes...

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Treinamento de 12 semanas para seu primeiro Triathlon

Vai fazer sua 1ª prova de Triathlon, ou já tem uma pequena experiência? Saiba como se preparar eficientemente em apenas 12 semanas


Existem diversas maneiras de se treinar para um triathlon. Seja esta sua primeira prova, ou caso você ja tenha uma pequena experiência, abaixo um exemplo de como se preparar em apenas doze semanas, sem precisar de um planejamento muito extensivo.

Semana 1-3: Estudos científicos demonstram que são necessários 21 dias para criar um hábito. Portanto, as três primeiras semanas têm este objetivo, colocar você em uma rotina de treinos. Não pense além do dia 21, concentre-se em fazer seu melhor em cada treino.

• Foque em 4 – 5 treinos curtos e leves por semana.

• Se natação for uma atividade nova para você, faça treinos com repetições curtas e intervalos longos.

• Organize-se para evitar de tirar dois dias de descanso em seguida.

• Acrescente um pouco de volume em cada semana de treino, para que ao final da semana 3, você tenha atingido um volume máximo sustentável para as demais 9 semanas.

• Use a esteira e bicicleta ergométrica para ter certeza que mal tempo não será desculpa para perder treinos.

Semanas 4 – 6: Agora que você estabeleceu uma rotina e estruturou seus treinos, acrescente treinos específicos para o triathlon em seu programa.

• No dia em que você tiver mais tempo disponível para treinar, inclua um treino de transição, seja um treino de ciclismo seguido de uma corrida, para você acostumar a correr após a bike (pode ser feito na ergométrica/esteira) ou faça um treino de natação seguido de um treino de ciclismo, seja na rua ou na ergométrica. Ambos os treinos lhe ensinarão a fazer a troca de um esporte para o outro, simulando as condições de prova.

• Use as ferramentas de treino a sua disposição! Pedalar na bicicleta de spinning uma vez na semana, fazendo treinos com repetições curtas e carga pesada (cadência baixa), é uma excelente maneira de aumentar sua força específica.

• Quando correr na esteira, concentre-se em um alta frequência de passadas, procure atingir pelo menos 90 passos por minute (por perna!). Dessa maneira você faz um treino específico de triathlon, pois suas pernas estarão cansadas do ciclismo e utilizando uma cadência mais alta na corrida você diminui a carga da corrida em pequenos pedaços, o que é mais fácil de se fazer quando cansado.

• Em seu treino de natação, utilize palmares pequenos (do tamanho de sua mão) para melhorar sua força específica. Use uma pulbóia, principalmente se você for um nadador inciante, pois a pulbóia lhe ajuda a ficar em uma posição correta sem que você precise se esforçar para mantê-la, dessa maneira você pode se concentrar em sua técnica de braçadas.

Semanas 7 – 9: Você ja treinou por seis semanas, agora é hora de adicionar alguns esforços mais elevados.

• Na corrida, o objetivo é completar séries de 60 a 90 segundos com descanso igual, fazendo com que cada série seja mais rápida que a anterior. Pare para descansar quando não for possível sustentar o ritmo do tiro anterior.

• No ciclismo, pedale forte no último terço do treino - como se estivesse em uma prova. Em seguida, faça a parte da corrida em um ritmo moderado.

• Em seus treinos de natação, adicione alguns tiros curtos com descansos curtos. Mantenha sua técnica sempre correta, os intervalos irão lhe ajudar a recuperar e fazer o tiro subsequente na técnica correta. Procure atingir a distância da prova neste treino.

Semanas 10 – 11: Você já está quase lá! Organize os detalhes finais como equipamento a ser utilizado, é importante treinar com aquilo que pretende competir, nunca testar nada no dia da prova.

• Procure saber detalhes do percurso da prova e tente simular as condições em seus treinos, sejam subidas, natação em águas abertas, corer em temperaturas mais elevada, etc.

• Não é preciso completer a distância da prova nos treinos, é para isso que você vai competir! Mas caso você precise de confiança, faça um simulado na distência da prova, 2-3 semanas antes do eventos, mas segure na intensidade.

• Mantenha a consistência do treinamento, aos poucos aumente a intensidade de seus treinos e diminua o intervala entre séries, mas evite a combinação de alta intensidade com alto volume, sempre termine um treino com o sentimento que poderia ter ido um pouco mais rápido.

Semana 12: Semana da prova chegou! Semana da prova, hora de descansar e ajustar os detalhes finais de sua preparação.

• Ao contrário do que muitos pensam, não descanse demais! Se você treinou um volume moderado, mantenha o número de sessões semanais, porém, reduza a intensidade e o volume.

• Analise seus treinos nas últimas doze semanas e seja honesto consigo mesmo, se você perdeu vários treinos, você precisa de um polimento mais curto do que se você treinou forte nessas últimas doze semanas.

• No final de semana anterior, treine leve, mas não deixe de fazer algo!

• Faltando três ou quarto dias para a prova, tire um ou dois dias de descanso, dependendo do quão forte você treinou nos últimos meses.

• Nos dias anteriores a prova, treine bem leve todas as modalidades, você só precisa de 30-45 minutos no total para continuar solto e relaxado. Pense em deixar o "motor ligado".

Pronto, você está preparado para o dia da prova, agora é aproveitar a experiência e se diverter!!

Bons treinos.

Fonte: Ativo.com

Confira:
Treine com a Via Vital Informações 81046401

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Triathlon, um esporte ao alcance de todos ?

Vamos deixar o mito que para ser um triatleta você precisa ser um super-homem ou uma supermulher. Você precisa apenas ser organizado o suficiente para que consiga treinar e fazer suas outras tarefas tão importantes quanto seu treino, lembrando ainda que sua família deve estar em primeiríssimo lugar.

Para as curtas distâncias é mais fácil ainda, basta algumas horas de treino por semana que poderá terminar até um triathlon com distâncias short, sprints 750 m de natação, 20 km de ciclismo e 5 km de corrida, ou olímpicas 1500 m de natação, 40 km de ciclismo e 10 km de corrida.

O treinamento é muito prazeroso, pois treinamos 3 e até 4 modalidades, incluindo aí a musculação ou até uma aula de pilates, flexibilidade ou alongamento.


Olha como é simples; bastam de 2 a 3 treinos de natação com duração de 50 a 60 minutos cada, treinos variados, dando ênfase ao nado crawl, respiração bilateral, e ainda acostumar com sua roupa de borracha. Todos os treinos devem ter parte de aquecimento, prestando atenção à técnica, uma parte específica, onde teremos a série propriamente dirá, “tiros” nas mais variadas distâncias e ritmos e depois uma parte para o desaquecimento, muito importante também.


Mas vem cá, é importante o treino de ciclismo outdoor? Importante é, mas se para você é complicado, bastam 2 aulas de spinning na academia ou dois treinos no rolo. Mas aí é importante o treino no sábado ou no domingo na rua, principalmente em grupo, para que possa melhorar sua destreza com sua magrela, mas tome muito cuidado, vejo muitos iniciantes em pelotões, o que o torna um Kamikaze! Se for para a rua, bastam 3 treinos semanais com duração de 1h30’ em média, também treinos variados.

Com relação à corrida, utilize terrenos e pisos variados, treinos intervalados, de ritmo, etc, enfim, existe uma gama enorme de treinos, mas que com certeza seu treinador, devidamente formado em Educação Física ou Esporte e com registro no Conselho Regional de Educação Física de seu Estado, vai saber programar individualmente para você.

No final de semana, onde com certeza você terá um pouco mais de tempo, inclua aí uma ou mais transições, sempre na sequência de competição, lembre-se da especificidade dos treinos!

Cumpra seu objetivo tendo em mente a distância que vai competir, grandes volumes e muitas horas de treino somente para longas distâncias, o que para você não é o caso, afinal estamos iniciando. Como diz um grande amigo meu,  quando você entrou na faculdade de direito, por exemplo, não saiu advogando logo no primeiro ano, foram 5 anos de estudo, mais estágios, mais OAB e... então dê tempo também ao seu corpo para adaptar-se!

Com relação aos treinos complementares, tão importantes quanto os outros, está a musculação; nada mais que 45’ em duas sessões semanais trabalhando todos os grupos musculares, podendo incluir aí também o treinamento funcional e a propriocepção.

Lembre-se também de antes de iniciar seus treinos consultar seu médico.

Bons Treinos!
 

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Pensando em encarar seu primeiro triathlon?

Apesar de, em princípio, o treinamento para triathlon parecer complicado e cansativo com as três disciplinas, tudo começa com um simples passo (ou pedalada, ou nadada!), independente da distancia de sua prova.

A primeira coisa que você deve saber: é mais fácil do que parece! Até mesmo se sua experiência em cada disciplina for extremamente limitada, isso não é um problema, pois no triathlon você está segmentando a prova em três sessões, seu corpo não entra em uma fadiga profunda ou localizada como aconteceria em uma prova de modalidade única de mesma duração. E como bônus, os treinos que você faz em cada esporte o ajuda nos outros dois! Por essas razões que participar e treinar para um triatlhon é mais fácil do que você imagina.

Em outras palavras, você não precisa treinar como um nadador, como um ciclista e como um corredor para completar um triathlon! Pelo contrário, o primeiro passo para você estruturar seus treinos começa criando um orçamento de sua disponibilidade semanal de tempo para os treinos. Quantos dias na semana você pode treinar? Qual é o melhor horário? E os finais de semana?

Uma planilha de treinamento básica pode ser elaborada por três ou quatro treinos de 20-30 minutos cada. E se você for como quase todos os triatletas, com pouca experiência na natação, você deve fazer dois desses treinos semanais na água, e os outros dois distribuídos em um para a corrida e um para o ciclismo. Largar uma prova com confiança em sua natação é uma ótima maneira de começar seu primeiro triathlon, pois uma vez em terra, é só dar um passo atrás do outro até atingir aquela linha de chegada.

Porém, caso você seja um nadador relativamente experiente, considere treinar cada disciplina uma vez na semana, e em um quarto treino, pedale metade da distância da sua prova, e em seguida faça uma corrida de 5 a 10 minutos. Isso lhe ajuda a acostumar com a transição do ciclismo para a corrida no dia da prova, e após algumas semanas de treino vai se sentir confiante para se testar no dia da prova.

Qualquer que seja seu histórico esportivo, o ciclismo tende a ser a modalidade mais fácil do triathlon pelo fato de ser menos técnica, e tem uma percepção de esforço mais baixa, pois você não tem influência do seu peso enquanto o pratica, além do mais, quando você entra em forma na corrida e natação, o ciclismo também melhora.

À medida que seu treino evolui e você estabelece uma rotina, tente focar em ser consistente (ou seja, não perder treinos!) nas modalidades de natação e corrida, pois a técnica que você adquire na água é mais difícil de manter, e correr é a modalidade com maior retorno em termos de entrar em forma gastando pouco tempo. Uma braçada, uma pedalada e um passo, algumas semanas depois e você vai terminar seu primeiro triathlon.

Bons treinos.

Por Vinícius Santana