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segunda-feira, 7 de maio de 2012

Quanto mais rápido você vai... mais relaxado você deve estar!

Texto em português do (Brasil)
Por Alex Pussieldi - Publicado no site Best Swimming - Artigo do australiano Wayne Goldsmith no Swimming in Australia

Natação é um esporte simples, saltar de um lado e sair do outro antes que qualquer de seus adversários. Na mais primitiva análise é um jogo de velocidade. Velocidade é o elemento mais crucial do esporte. É fundamental. O nadador que nadar mais rápido ganha a prova.

Mas isso é realmente simples? Nós sabemos que das análises biomecânicas de campeões em competições que nem sempre o mais rápido nadador vence. Muitas vezes o nadador mais veloz (que tem a velocidade mais alta) perde a prova por conta de sua dificuldade em saídas, viradas, chegadas e até mesmo técnica. Nós sabemos que muitas vezes o nadador mais rápido não vence por conta de seu controle psicológico para a prova.

Assim, depois de misturar técnica, treinamento, trabalho psicológico, flexibilidade, atitude e outros elementos do esporte caímos em uma questão: Quanto veloz você pode ir? Ou ainda o que é velocidade em natação?

Tecnicamente seria fácil responder é a velocidade que seu corpo se move através da água. Se você pedir a um jovem nadador que nade o mais rápido possível, ele vai movimentar os braços e pernas de forma bastante intensa, com muito esforço mas nada de velocidade. Eles se contraem todo, se batem, chegam a lutar contra a água, seguram a respiração, tudo com muito esforço mas nenhuma velocidade.

Aí que chegamos a diferença entre esforço e velocidade. Grandes nadadores por conta disso, conseguem realmente trabalhar em velocidade real e com baixo nível de esforço.
Quando a sul-africana Penny Heins quebrou o recorde mundial dos 100 e 200 peito anos atrás, ela comentou: “Quando eu toquei a parede pensei que tinha feito algo em torno de 2:30 e me senti super fácil para a marca.”.

O australiano Michael Klim comenta sobre sua prova no Mundial onde bateu o recorde mundial dos 100 borboleta: “A prova por si só aconteceu. Foi exatamente como o Gennadi (Touretski seu treinador) havia dito, sem forçar nada”.

E realmente é assim. Ou seja, quando os nadadores sentem realmente a velocidade pura e real, eles se sentem quase que sem fazendo esforço.

Uma opinião bem interessante é do ex-campeão olímpico Carl Lewis que resume isso com: “Quanto mais rápido você for, mais leve e relaxado irás se sentir”.

A questão é como você vai relaxar se está tentando ir mais rápido?

1 - Longo, fácil, com estratégia e parciais, isso tudo irá desenvolver o senso de ritmo. Ao desenvolver o senso de ritmo e este passar a ser confortável, isso ajudará a você a criar a sensação de nadar relaxado.
Quando a sua braçada, pernada e respiração estiverem coordenadas em ritmo, totalmente relaxados, você poderá pensar a tentar fazer isso de forma mais rápida. Aprender a nadar relaxado lento antes de tentar ir rápido é crucial.

2 - Técnicas de nado e educativos tem sido desenvolvidos para diminuir a resistência do seu corpo na água. A idéia é desenvolver qualidade com menor esforço.

3 - Trabalhar em MDS (Maximum Distance per Stroke) ou DPS (Distance per Stroke) é a prioridade. Os melhores nadadores do mundo conseguem manter seus estilos longos em alta velocidade, mesmo quando cansados ou em alta pressão. Isso tudo começa em aprender a utilizar menos braçadas no treinamento. No seu aquecimento, tente contar suas braçadas na primeira volta e daí passe a tentar fazer uma braçada a menos nas voltas seguintes, isso é só o começo...

4 - Tente o chamado Mini-Max treinamento. Mínimo número de braçadas com máxima velocidade. Tal técnica tem dado grandes resultados ao treinador Bill Sweetenham (que está na Inglaterra). Conte seus ciclos nos primeiros 50 metros e some com o tempo que realizar. Este total deve ser baixado, tanto no número de ciclos como na qualidade do seu tempo.

5 - Trabalhe sempre em manter os seus ciclos longos e fortes no treinamento. A cada série pergunte-se a si mesmo: “Será que posso fazer isso com menos braçadas?”.

6 - Desenvolva velocidade real em treinamento. Não espere pela competição para nadar rápido. Treine veloz para competir ainda melhor.

7 - A cada virada em treinamento é uma virada em competição. Cada saída em treinamento é uma saída de competição. Cada chegada deve ser executada com precisão e potência. Treine como você gostaria de competir.

8 - Educativos devem ser executados com precisão e 100% de concentração. Pense na sua técnica o tempo todo.

9 - Desafie a você mesmo para nadar mais rápido quando estiver cansado. Em treinamento, desafie você mesmo para fazer um tiro ao final do treino para tempo. Em competições, desafie a você mesmo nadando rápido nas eliminatórias e mais rápido ainda nas finais.

10 - Aprenda a conviver com a pressão. Saiba que em situações de tensão, seu corpo estará ficando pronto para fazer algo brilhante. Aprenda a curtir esta pressão!

11 - Parte do processo de entendimento da diferença entre esforço e velocidade virá no polimento. É exatamente nesta época que os nadadores começam a se sentir “mais leves”, fáceis e nadarem em cima da água.

Este sentimento vem com um pequeno esforço indicando que o nadador está preparado para a performance. E se o seu treinador na hora de explicar a série lhe pedir algo em torno de MÁXIMO ESFORÇO, sua resposta deve ser:

“Eu vou fazer isso com a velocidade máxima, mas vou estar relaxado e leve, com mínimo número de ciclos de braçadas, boa técnica e nadando perfeito”.

O que é melhor, bater perna com ou sem prancha?

Foi publicado em Nadadores Instântaneos e saiu em Portugal por Help Professor de Claudio Bolanho


Texto em português do (Brasil)
Fonte: Nadadores Estantâneos - Cansamos de escutar que a natação é um esporte que trabalha todos os músculos do corpo, mas é frequente durante o treino de natação darmos ênfase apenas ao trabalho de pernas, pois as perna contribuem significativamente para a propulsão do nado principalmente nas provas de velocidade.

É ai que muitos alunos me perguntam: é melhor bater perna com prancha ou sem prancha?
As duas coisas devem ser incluídas no seu programa de treinamento, porém cada uma delas tem objetivos específicos.~

Perna com prancha
Bater perna com prancha pode ser interessante para pessoa as que tem dificuldade de flutuação, e por isso, por isso a prancha pode auxilia-las com a flutuação e fazer com que consigam se condicionar batendo pernas por mais tempo.

Bater pernas com prancha também intensifica o trabalho dos quadríceps, o que pode ser interessante numa situação de reabilitação. A prancha também permite que você consiga continuar o treino mesmo quando estiver com os braços cansados, já que a pranchinha auxilia na flutuação.

Exise até algumas pranchas com formatos diferentes com o objetivo de melhorar o alinhamento corporal, como a FINIS Alignment Kickboard, que promete permitir ao nadador trabalhar numa posição mais próxima do normal. mesmo assim o trabalho de pernas com prancha coloca o seu corpo numa posição diferente do que a posição ideal de nado.

Então se seu objetivo principal é melhrorar a sua posição corporal de nado e consequentemente o seu estilo, talvez seja mais interessante bater pernas sem prancha.

Perna sem prancha
Sem a prancha, além de melhorar o seu posicionamento corporal, torna o exercício mais intenso, isso se você não exagerar os movimentos de braço quando for respirar.

Bater pernas sem prancha é mais indicado também na hora de fazer o nado submerso principalmente para os nados de costas e borboleta. Pois sem prancha conseguimos melhorar não só o posicionamento corporal como conseguimos aumentar o trabalho da musculatura abdominal, que é fundamental para o sucesso nos nados de costa e borboleta.

Um dos educativos mais usados para a melhora do alinhamento e da rotação corporal para os nados de crawl e costas é o exercício da perna lateral, que pode ser usado durante o aquecimento ou durante as séries de perna.

Como fazer:
O exercício consiste em nada mais que bater perna lateralmente (com a barriga voltada para a parede da piscina), com um dos braços extendido e outro ao lado do corpo.

Tente manter o corpo o mais lateral possível e mantenha a cabeça olhando para o fundo da piscina. Para respirar, apenas vire o pescoço de modo que ao respirar você esteja olhando para o céu.

As nadadeiras (ou pé de pato) podem ser usadas tanto para ajudar iniciantes com dificuldade de flutuação quanto para aumentar a demanda do exercício. Bons treinos

sábado, 13 de agosto de 2011

Quanto mais rápido você vai... mais relaxado você deve estar!

Quanto mais rápido você vai... mais relaxado você deve estar!

Por Alex Pussieldi
Publicado no site Best Swimming

Artigo do australiano Wayne Goldsmith no Swimming in Australia, Edição de Julho/Agosto de 2003

Natação é um esporte simples, saltar de um lado e sair do outro antes que qualquer de seus adversários. Na mais primitiva análise é um jogo de velocidade. Velocidade é o elemento mais crucial do esporte. É fundamental. O nadador que nadar mais rápido ganha a prova.
Mas isso é realmente simples? Nós sabemos que das análises biomecânicas de campeões em competições que nem sempre o mais rápido nadador vence. Muitas vezes o nadador mais veloz (que tem a velocidade mais alta) perde a prova por conta de sua dificuldade em saídas, viradas, chegadas e até mesmo técnica. Nós sabemos que muitas vezes o nadador mais rápido não vence por conta de seu controle psicológico para a prova.
Assim, depois de misturar técnica, treinamento, trabalho psicológico, flexibilidade, atitude e outros elementos do esporte caímos em uma questão: Quanto veloz você pode ir? Ou ainda o que é velocidade em natação?
Tecnicamente seria fácil responder é a velocidade que seu corpo se move através da água. Se você pedir a um jovem nadador que nade o mais rápido possível, ele vai movimentar os braços e pernas de forma bastante intensa, com muito esforço mas nada de velocidade. Eles se contraem todo, se batem, chegam a lutar contra a água, seguram a respiração, tudo com muito esforço mas nenhuma velocidade. Aí que chegamos a diferença entre esforço e velocidade. Grandes nadadores por conta disso, conseguem realmente trabalhar em velocidade real e com baixo nível de esforço.
Quando a sul-africana Penny Heins quebrou o recorde mundial dos 100 e 200 peito anos atrás, ela comentou: “Quando eu toquei a parede pensei que tinha feito algo em torno de 2:30 e me senti super fácil para a marca.”.
O australiano Michael Klim comenta sobre sua prova no Mundial onde bateu o recorde mundial dos 100 borboleta: “A prova por si só aconteceu. Foi exatamente como o Gennadi (Touretski seu treinador) havia dito, sem forçar nada”.
E realmente é assim. Ou seja, quando os nadadores sentem realmente a velocidade pura e real, eles se sentem quase que sem fazendo esforço.
Uma opinião bem interessante é do ex-campeão olímpico Carl Lewis que resume isso com: “Quanto mais rápido você for, mais leve e relaxado irás se sentir”.


A questão é como você vai relaxar se está tentando ir mais rápido?

  1. Longo, fácil, com estratégia e parciais, isso tudo irá desenvolver o senso de ritmo. Ao desenvolver o senso de ritmo e este passar a ser confortável, isso ajudará a você a criar a sensação de nadar relaxado. Quando a sua braçada, pernada e respiração estiverem coordenadas em ritmo, totalmente relaxados, você poderá pensar a tentar fazer isso de forma mais rápida. Aprender a nadar relaxado lento antes de tentar ir rápido é crucial.
  2. Técnicas de nado e educativos tem sido desenvolvidos para diminuir a resistência do seu corpo na água. A idéia é desenvolver qualidade com menor esforço.
  3. Trabalhar em MDS (Maximum Distance per Stroke) ou DPS (Distance per Stroke) é a prioridade. Os melhores nadadores do mundo conseguem manter seus estilos longos em alta velocidade, mesmo quando cansados ou em alta pressão. Isso tudo começa em aprender a utilizar menos braçadas no treinamento. No seu aquecimento, tente contar suas braçadas na primeira volta e daí passe a tentar fazer uma braçada a menos nas voltas seguintes, isso é só o começo...
  4. Tente o chamado Mini-Max treinamento. Mínimo número de braçadas com máxima velocidade. Tal técnica tem dado grandes resultados ao treinador Bill Sweetenham (que está na Inglaterra). Conte seus ciclos nos primeiros 50 metros e some com o tempo que realizar. Este total deve ser baixado, tanto no número de ciclos como na qualidade do seu tempo.
  5. Trabalhe sempre em manter os seus ciclos longos e fortes no treinamento. A cada série pergunte-se a si mesmo: “Será que posso fazer isso com menos braçadas?”.
  6. Desenvolva velocidade real em treinamento. Não espere pela competição para nadar rápido. Treine veloz para competir ainda melhor.
  7. A cada virada em treinamento é uma virada em competição. Cada saída em treinamento é uma saída de competição. Cada chegada deve ser executada com precisão e potência. Treine como você gostaria de competir.
  8. Educativos devem ser executados com precisão e 100% de concentração. Pense na sua técnica o tempo todo.
  9. Desafie a você mesmo para nadar mais rápido quando estiver cansado. Em treinamento, desafie você mesmo para fazer um tiro ao final do treino para tempo. Em competições, desafie a você mesmo nadando rápido nas eliminatórias e mais rápido ainda nas finais.
  10. Aprenda a conviver com a pressão. Saiba que em situações de tensão, seu corpo estará ficando pronto para fazer algo brilhante. Aprenda a curtir esta pressão!
Parte do processo de entendimento da diferença entre esforço e velocidade virá no polimento. É exatamente nesta época que os nadadores começam a se sentir “mais leves”, fáceis e nadarem em cima da água.     

Este sentimento vem com um pequeno esforço indicando que o nadador está preparado para a performance. E se o seu treinador na hora de explicar a série lhe pedir algo em torno de MÁXIMO ESFORÇO, sua resposta deve ser:
“Eu vou fazer isso com a velocidade máxima, mas vou estar relaxado e leve, com mínimo número de ciclos de braçadas, boa técnica e nadando perfeito”.

sexta-feira, 17 de junho de 2011

Regras e Regulamentos da Natação

LivrEsportes - Hortolândia/SP -
 
Como qualquer outro esporte, a natação também tem algumas regras a serem seguidas. A partir do apito inicial do árbitro até o último apito, essas regras de natação para crianças e adultos participantes têm de ser seguido, caso contrário o participante poderá ser desclassificado. A FINA (Federação Internacional de Natação) estabelece as seguintes regras:

NADO LIVRE SW 5

SW 5.1 - Nado livre significa que numa prova assim denominada, o competidor pode nadar qualquer nado, exceto nas provas medley individual ou revezamento 4 nados. Nado livre significa qualquer nado diferente do nado de costas, peito ou borboleta.

SW 5.2 - Alguma parte do nadador tem que tocar a parede ao completar cada volta e no final.

SW 5.3 - Alguma parte do nadador tem que quebrar a superfície da água durante a prova, exceto quando é permitido ao nadador estar completamente submerso durante a volta e numa distância não maior que 15 metros após a partida e em cada volta. Nesse ponto a cabeça deve quebrar a superfície da água.

NADO DE COSTAS SW 6

SW 6.1 - Antes do sinal de partida, os competidores devem alinhar-se na água, de frente para a cabeceira de saída, com ambas as mãos colocadas nos suportes de agarre.  Manter-se na calha ou dobrar os dedos sobre a borda da calha é proibido.

SW 6.2 - Ao sinal de partida e quando virar, o nadador deve dar um impulso e nadar de costas durante o percurso exceto quando executa a volta, como na SW 6.4. A posição de costas pode incluir um movimento rotacional do corpo até, mas não ultrapassando os 90º da horizontal. A posição da cabeça não é relevante.

SW 6.3 - Alguma parte do nadador tem que quebrar a superfície da água durante o percurso. É permitido ao nadador estar completamente submerso durante a volta, na chegada e por uma distância não maior que 15 metros após a saída e em cada volta. Nesse ponto a cabeça tem que quebrar a superfície.

SW 6. 4 - Quando executar a volta tem que haver o toque na parede com alguma parte do corpo na sua respectiva raia. Durante a volta, os ombros podem girar além da vertical para o peito após o que uma contínua braçada ou uma contínua e simultânea dupla braçada pode ser usada para iniciar a volta. O nadador tem que retornar a posição de costas após deixar a parede.

SW 6.5 - Quando do final da prova, o nadador tem que tocar a parede na posição de costas na sua respectiva raia.

NADO DE PEITO SW 7

SW 7.1 - Após a saída e em cada volta, o nadador pode dar uma braçada completa até as pernas, enquanto o nadador estiver submerso. Uma única pernada de golfinho é permitida
Durante a primeira braçada, seguida de uma pernada de peito.

SW 7.2 - A partir da primeira braçada após a saída e após cada virada, o corpo deve ser mantido sobre o peito. Não é permitido ficar na posição de costas em nenhum momento. A partir da saída e durante a prova, o ciclo do nado deve ser uma braçada e uma pernada, nessa ordem. Todos os movimentos dos braços devem ser simultâneos e no mesmo plano horizontal, sem movimentos alternados.

SW 7.3 - As mãos devem ser lançadas junto para frente a partir do peito, abaixo ou sobre a água. Os cotovelos deverão estar abaixo da água exceto para última braçada antes da volta, durante a volta e na última braçada antes da chegada. As mãos deverão ser trazidas para trás na superfície ou abaixo da superfície da água. As mãos não podem ser trazidas para trás além da linha dos quadris, exceto durante a primeira braçada, após a saída e em cada volta.

SW 7.4 - Durante cada ciclo completo, alguma parte da cabeça do nadador deve quebrar a superfície da água. A cabeça tem que quebrar a superfície da água antes que as mãos virem para dentro na parte mais ampla da segunda braçada. Todos os movimentos das pernas devem ser simultâneos e no mesmo plano horizontal sem movimentos alternados.

SW 7.5 - Os pés devem estar virados para fora durante a parte propulsiva da pernada. Não são permitidos movimentos em forma de tesoura, pernada vertical alternada ou golfinho, exceto o descrito na SW 7.1 . É permitido quebrar a superfície da água com os pés, exceto seguido de uma pernada de golfinho.

SW 7.6 - Em cada virada e na chegada da prova, o toque deve ser feito com as duas mãos simultaneamente, acima, abaixo ou no nível da água. A cabeça pode submergir após a última braçada anterior ao toque, contanto que quebre a superfície da água em qualquer ponto durante o último completo ou incompleto ciclo anterior ao toque.
 
NADO DE BORBOLETA SW 8

SW 8.1 - A partir do início da primeira braçada, após a saída e em cada volta, o corpo deve ser mantido sobre o peito. Pernada submersa na lateral é permitida. Não é permitido ficar na posição de costas em nenhum momento.

SW 8.2 - Ambos os braços devem ser levados juntos à frente por sobre a água e trazidos para trás simultaneamente durante todo o percurso, conforme SW 8.5.

SW 8.3 - Todos os movimentos para cima e para baixo das pernas devem ser simultâneos. As pernas ou os pés não precisam estar no mesmo nível, mas não podem alternar em relação ao outro. O movimento de pernada de peito não é permitido.

SW 8.4 - Em cada virada e na chegada, o toque deve ser efetuado com ambas as mãos simultaneamente, acima, abaixo ou no nível da superfície da água.

SW 8.5 - Após a saída e na volta, ao nadador é permitido uma ou mais pernadas e uma braçada sob a água, que deve trazê-lo à superfície. É permitido ao nadador estar completamente submerso até uma distância não maior do que 15 metros após a partida e após cada virada. Nesse ponto, a cabeça deve quebrar a superfície. O nadador tem que permanecer na superfície até a próxima volta ou final

NADO MEDLEY SW 9

SW 9.1 - Na prova de Medley individual, o nadador nada os quatros nados na seguinte ordem: borboleta, costas, peito e livre. Cada nado deve percorrer um quarto (1/4) da distância.
SW 9.2 - Nas provas de revezamento Medley, os nadadores nadam os quatro nados na seguinte ordem: costas, peito, borboleta e livre.
SW 9.3 - Cada nado deve ser nadado e terminado com a regra aplicada a ele.

Aparelhos para Natação

Óculos: para proteger os olhos do cloro nas piscinas e ajudá-lo a ver mais claramente sob a água. Os óculos de proteção não devem ser muito soltos ou muito apertados. Também pode -se querer usar tampões para os ouvidos e, ou um clipe nasal.

Roupas: como muitas outras coisas, a tecnologia entrou na especialidade maiô também. Os tecidos são projetados para mínima resistência através da água, eles tendem durar muito tempo, e resistir ao desbotamento, mesmo quando usado repetidamente em piscinas cloradas. Fora de competições muitas pessoas usam a sunga para homens, e mulheres o maiô tradicional. O certo é escolher um que seja confortável.

As toucas de banho: As toucas podem servir a vários propósitos. Alguns lugares exigem das pessoas com cabelos longos para usar toucas para evitar que o cabelo fique na piscina e proteger os cabelos do cloro na água. A touca pode reduzir a resistência na água. Muitas toucas são feitas de látex, embora tenha as toucas de silicone, neoprene e Lycra

quinta-feira, 2 de junho de 2011

Frequência cardíaca no meio aquático e terrestre

Embora não esteja totalmente esclarecido o mecanismo responsável pela diminuição na FC durante a imersão, acredita-se que uma das principais explicações para isso recaia sobre o aumento no retorno venoso. Nesse sentido, um dos efeitos advindos da ação da pressão hidrostática sobre os indivíduos consiste justamente no aumento no retorno venoso, que leva a incrementos no volume sanguíneo central e na pré-carga cardíaca.
 Outro aspecto a ser considerado é a maior termocondutividade da água ao ser comparada com o ar, fazendo com que temperaturas aquáticas inferiores à condição termoneutra contribuam para a redistribuição sanguínea, assim deslocando o sangue da periferia para as regiões centrais, na tentativa de impedir a perda excessiva de calor corporal. Essa hipervolemia central gera aumentos no volume sistólico e débito cardíaco, promovendo bradicardia reflexa decorrente da imersão.
 Em adição, a diminuição da atividade nervosa simpática também concorre para potencializar as respostas bradicárdicas na imersão. Ainda, para a diminuição do peso hidrostático como fator igualmente responsá-vel pelas modificações na FC durante a imersão, contribuindo para a bradicardia devido ao menor recrutamento muscular e conseqüente redução no aporte sanguíneo. Em função dos dados apresentados na literatura, verifica-se que a magnitude das diferenças nas respostas de FC nos meios aquático e terrestre pode variar bastante. Entre os aspectos mais importantes que podem explicar esse fato situam-se a temperatura da água, a redução do peso hidrostático, o posicionamento do corpo e sua profundidade de imersão, a FC de repouso e a intensidade relativa do esforço.
 Dessa forma, para a prescrição do exercício no meio líquido, o somatório desses aspectos deve ser cuidadosamente analisado, visto que discretas variações em um ou mais aspectos podem ditar diferenças importantes na forma de condução dos exercícios. Tal fato torna-se especialmente importante ao lidar com populações de risco, mal condicionadas, ou que necessitam de cuidados especiais.
 Do ponto de vista prático, para a obtenção da FCmáx real em ambiente aquático o ideal seria a aplicação de um teste de esforço máximo, que deveria ser conduzido em condições de temperatura, profundidade de imersão e gesto motor específicos ao tipo de exercício utilizado no programa de treinamento. Havendo impossibilidade de realizar o teste de esforço, aceita-se ser possível predizer a FCmáx no meio líquido através da subtração da bradicardia aquática do valor de FCmáx no meio terrestre.
Nesse sentido, para determinar o valor da diminuição dos batimentos cardíacos durante a imersão, cada indivíduo deveria ser analisado em condições de profundidade, temperatura e posição corporal similares às do exercício proposto no programa de treinamento, em comparação com a mesma posição em terra. Uma proposta para essa finalidade seria a utilização da seguinte equação
FCmax na água = FCmáx em terra – .FC em que .FC = bradicardia decorrente da imersão (na profundidade,
temperatura e posição corporal utilizadas no exercício).

Por: Newton Nunes

quarta-feira, 1 de junho de 2011

O que é melhor, bater perna com ou sem prancha?

Cansamos de escutar que a natação é um esporte que trabalha todos os músculos do corpo, mas é frequente durante o treino de natação darmos ênfase apenas ao trabalho de pernas, pois as perna contribuem significativamente para a propulsão do nado principalmente nas provas de velocidade. É ai que muitos alunos me perguntam: é melhor bater perna com prancha ou sem prancha?
As duas coisas devem ser incluídas no seu programa de treinamento, porém cada uma delas tem objetivos específicos.
Perna com prancha

Bater perna com prancha pode ser interessante para pessoa as que tem dificuldade de flutuação, e por isso, por isso a prancha pode auxilia-las com a flutuação e fazer com que consigam se condicionar  batendo pernas por mais tempo.
Bater pernas com prancha também intensifica o trabalho dos quadríceps, o que pode ser interessante numa situação de reabilitação. A prancha também permite que você consiga continuar o treino mesmo quando estiver com os braços cansados, já que a pranchinha auxilia na flutuação.

Exise até algumas pranchas com formatos diferentes com o objetivo de melhorar o alinhamento corporal, como a FINIS Alignment Kickboard, que promete permitir ao nadador trabalhar numa posição mais próxima do normal. mesmo assim o trabalho de pernas com prancha coloca o seu corpo numa posição diferente do que a posição ideal de nado.
 Então se seu objetivo principal é melhrorar a sua posição corporal de nado e consequentemente o seu estilo, talvez seja mais interessante bater pernas sem prancha.

 Perna sem prancha

Sem a prancha, além de melhorar o seu posicionamento corporal, torna o exercício mais intenso, isso se você não exagerar os movimentos de braço quando for respirar.

Bater pernas sem prancha é mais indicado também na hora de fazer o nado submerso principalmente para os nados de costas e borboleta. Pois sem prancha conseguimos melhorar não só o posicionamento corporal como conseguimos aumentar o trabalho da musculatura abdominal, que é fundamental para o sucesso nos nados de costa e borboleta.
Um dos educativos mais usados para a melhora do alinhamento e da rotação corporal para os nados de crawl e costas é o exercício da perna lateral, que pode ser usado durante o aquecimento ou durante as séries de perna.

 Como fazer:
O exercício consiste em nada mais que bater perna lateralmente (com a barriga voltada para a parede da piscina), com um dos braços extendido e outro ao lado do corpo.

Tente manter o corpo o mais lateral possível e mantenha a cabeça olhando para o fundo da piscina.
Para respirar, apenas vire o pescoço de modo que ao respirar você esteja olhando para o céu.
As nadadeiras (ou pé de pato) podem ser usadas tanto para ajudar iniciantes com dificuldade de flutuação quanto para aumentar a demanda do exercício.

Bons treinos

Por Espírito Outdoor

segunda-feira, 11 de abril de 2011

Os sete mandamentos da velocidade

Bom dia pessoal,

Dia 17/04, domingo, estaremos na segunda etapa do Campeonato Paulista Master de Natação.
Pensando nisso, aí vão algumas dicas para ajudá-los com a VELOCIDADE em sua prova:


1. Treine rápido para ser rápido
Treine da maneira que você quer competir e incluia sempre o desenvolvimento de sua velocidade nos treinamentos, independente do ciclo de treinamento.


2. Quando mais rápido você deseja nadar, mais relaxado você deve estar
A única diferença de nadar devagar e nadar rápido é a velocidade. Velocidade não tem nada a ver com cerrar seus dentes, tensionar seus músculos ou gritar antes da prova, e sim com relaxamento.


3. Apenas velocidade é velocidade
90% de seu melhor não é rápido. 95% de seu melhor não é rápido. Apenas 100% de seu melhor é rápido. Você não vai nadar mais rápido fazendo seus treinamentos de velocidade apenas próximo à sua velocidade máxima. Você só ficará mais rápido treinando mais rápido do que você jamais treinou antes.


4. Pense rápido para nadar rápido
Se prepare mentalmente para os treinos de velocidade pensando em velocidade. Concentre-se em palavras que têm a ver com velocidade para você, tais como "explosão", "potência", etc.


5. Pratique velocidade de ponta a ponta
Os nadadores mais rápidos do mundo normalmente alcançam a velocidade máxima antes de seus oponentes. Em outras palavras, a aceleração tem importância fundamental. Eles também têm grandes velocidades no final da prova e com isso nadam mais rápido que a concorrência nos últimos metros. Se você está treinando velocidade, trabalhe desde a saída até a chegada – velocidade máxima na saída e na chegada.


6. Concentre-se na qualidade, e não na quantidade
O obletivo dos treinos de velocidade é desenvolver velocidade. Aumentar o número de repetições para alcançar um aumento de volume em detrimento à qualidade (velocidade) vai apenas desenvolver a habilidade de nadar devagar com mais freqüência.


7. Desenvolva sua habilidade, mantenha a técnica e seja honesto no treinamento de velocidade
Nadar rápido não significa desprezar esses itens. Não queime a saída, faça as viradas e chegadas corretamente

BOA SORTE !!

sábado, 12 de março de 2011

Elevação do Cotovelo X Braçada Reta

 

Michael Phelps nos 100m livre: nadar com os braços estendido...

 
 
Não é uma novidade pois muitos nadadores antes dele já o fizeram, como Michael Klim.
Ele dominou no início da década de 90 sendo o segundo (e último) homem da história a bater os recordes
 
mundiais dos 100 livre e 100 borboleta. Klim trouxe a sua flexibilidade de ombro para o nado livre se tornando o melhor do mundo e com um estilo que virou referência.
 
A holandesa Inge de Bruin fez um training camp na Austrália e voltou nadando assim também.
O estilo até chegou a ser utilizado por vários atletas em todas as partes do mundo mas caiu um pouco em desuso.
 
Nos dois últimos anos, a técnica voltou a ser mais vista nas provas de velocidade.
Alguns executam em algumas partes da prova, outras em toda a sua extensão.
 
Da nova geração, Eamon Sullivan quebrou os recordes mundiais dos 50 e 100 livre no ano passado com a nova técnica do braço extirado.
Este ano, Libby Trickett foi treinar com o técnico de Sullivan, Grant Stoelwinder que já mudou a técnica da velocista australiana.
 
 
No NCAA, virou rotina os atletas terminarem suas provas de livre com os braços extirados. A técnica foi muito bem descrita há dois anos por Mike Bottom numa clínica da ASCA.
Bottom sugere que a mudança no final de prova tira o stress de determinada musculatura fazendo com que o nadador aumente a sua frequência e com melhor propulsão.
 
No Brasil, já temos vários nadadores utilizando a técnica entre eles Nicolas Oliveira que faz de forma perfeita.
 
mas a polêmica continua....


Elevação do Cotovelo X Braçada Reta

Phelps anunciou que estaria testando uma novidade que iria ajudá-lo a ganhar mais velocidade, uma matéria no jornal “USA Today” com a estrela da natação revelou que a tática seria utilizar a técnica chamada de “straight arm”, braço esticado, na tradução.

Especialistas explicam que esta forma de nado pode dar mais força e, consequentemente, mais velocidade.
 
 

- Com o braço mais reto, aumenta um pouco a velocidade de rotação.
 
A tendência é que os braços funcionem como uma espécie de "ventilador" (aumenta o braço da alavanca porém é necessário mais força, sobrecarregado a articulação do ombro).

- Costuma ser uma característica natural do nadador.
 
Phelps que sempre nadou com o cotovelo dobrado fora d’água, gerou dúvida quanto sua capacidade de adaptação.
 
Em algumas provas utilizou apenas em pequenos trechos da prova, como nos 15 metros finais. Em 100m, isso pode fazer toda a diferença.
 
A elevação do cotovelo há menos impacto articular, requer de alguns nadadores maior coordenação, porém sem dúvida a maior diferença está na adaptação individual influenciado pelo biotipo do nadador e prova.
 
A Natação é Dinâmica Desenvolve e Evolui, na maioria das Vezes...
 

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

A volta da respiração lateral no borboleta

Para quem assistiu o nosso melhor nadador de borboleta com nova técnica para a sua respiração.

A nova técnica foi um trabalho coordenado pelo técnico Luis Rafael


















A modificação é bastante significativa em relação ao Kaio dos anos anteriores
Exemplo da técnica alinhada de borboleta é Michael Phelps
Comparando a técnica de Phelps e Kaio se identifica o quanto de força é jogada fora .
Provavelmente a nova respiração de Kaio vai dar melhor alinhamento e o nadador deve subir menos, melhorando seu deslocamento a frente.

Biomecanicamente sabemos se o movimento for realizado mais baixo com o movimento para frente, a economia energética é maior, pois deve ser uma deficiência que o atleta deve ter e a única forma de corrigir e melhorar seu nado foi essa.

Você com certeza deve lembrar de Denis Pankratov na década de 90.
Foi um nadador russo, ganhador de 2 ouros olímpicos e é o atleta que revolucionou a natação moderna, ao ser o primeiro a aplicar uma nova técnica hoje utilizada por todos os nadadores, o nado submerso (ondulação submersa).

Com 16 anos, em 1990 e novamente em 1991, ganhou o Campeonato Europeu Júnior na borboleta. Em Atlanta 1996, ele ganhou duas medalhas de ouro, uma em cada 100 m e 200 m borboleta e uma medalha de prata no 4x100 m medley com seus companheiros russos. O ouro dos 100 m borboleta foi outro recorde mundial de 52s27, quebrando seu próprio recorde do ano anterior.

 Excepcionalmente, ele venceu os 100 m borboleta nadando por mais de 25m debaixo d'água da primeira parte, e então mais 15m subaquáticos na direção oposta. Sua técnica causou uma mudança de regras para restringir a 15m a natação subaquática (seres humanos nadam mais lento do que a velocidade que se ganha mergulhando e deslizando e usando as paredes da piscina).
Pankratov tentou repetir seu sucesso nas Olimpíadas de Sydney 2000 e terminou em 7º nos 200 m borboleta. Ele se aposentou em 2002.

Ele foi nomeado como o Nadador Mundial do Ano pela revista Swimming World Magazine em 1995 e 1996.
Postado por prof_criss

MELHORANDO A FILIPINA

O que é filipina ?


Filipina é denominação local que damos aqui no Brasil para um conjunto de movimentos submersos que complementam e otimizam a eficácia das saídas e viradas do nado Peito. Esta movimentação sempre foi fortemente regulamentada pela FINA e nos Estados Unidos, por exemplo, ela é chamada de Long Pull (ou Braçada Longa).

A Filipina sofreu em 2008 uma importante modificação. Até então, em seus movimentos, as regras não permitiam nenhuma ação propulsiva de pernas no plano vertical (alternada ou simultânea), sob pena de desclassificação do nadador faltoso. Já a partir das Olimpíadas de Pequim passou a ser permitida uma única ação simultânea de golfinhada durante a puxada longa dos braços. Essa golfinhada já tem forte presença nos outros três nados.

Porque Executar a filipina


1.Velocidade na Virada

A Filipina é um fundamento opcional, mas bem vantajoso para quem a executa com um mínimo de correção Alguns nadadores custam a crer que um movimento totalmente submerso seja mais vantajoso em termos de deslocamento que o nado em si.


É preciso explicar que o turbilhonamento que o nadador arrasta atrás de si, na superfície, cria uma resistência ao avanço do corpo na água. Esta resistência ao avanço afeta todos os corpos que se deslocam na superfície de um fluido. Um submarino, por exemplo, só consegue desenvolver sua velocidade máxima quando totalmente submerso.

2. Resistência mínima

Ela é um fundamento totalmente submerso, contrapondo-se ao nado Peito que é um conjunto de movimentos propulsivos tipicamente superficiais.


Isso significa:


A) que se um nadador, após a saída ou uma das viradas, retoma a superfície muito rapidamente, é melhor iniciar logo o nado Peito do que partir para a Filipina;

B) Filipina exige bom fôlego (apnéia inspiratória), principalmente na última virada de uma prova mais longa de Peito.

3. Facilita o streamline

Posição de cabeça define a profundidade. Durante o primeiro deslize (streamline) e a puxada longa, a cabeça deve estar bem alinhada com o tronco (baixa), com o nadador olhando para o fundo da piscina.


Na recuperação dos braços ela pode começar a se elevar, de forma a induzir uma subida do nadador em direção à superfície,


No terceiro e último deslize a posição de cabeça já pode ser exatamente àquela que será utilizada durante os deslizes cíclicos do próprio nado Peito.

4. Deslize acentuado

A Filipina completa embute em si três deslizes: o primeiro ocorre logo após o mergulho (ou o empurre da borda na virada), o segundo após a puxada longa, e o terceiro, após a recuperação dos braços e a pernada final. Estes três deslizes serão bem marcados em situações não competitivas e um pouco mais discretos num Festival ou numa Competição, mas jamais devem desaparecer.

5. Potência


A trajetória da puxada longa guarda boa semelhança com a do borboleta e deve ser potente. As mesmas determinantes hidrodinâmicas que desenham a trajetória submersa dos braços no nado Borboleta, também estão presentes na puxada longa da Filipina, portanto elas devem ser bastante semelhantes. Além disso, potência é fundamental, e potência significa bom trabalho (muscular) em pouco tempo (rápido).



Características de uma boa filipina teremos:

· Posição do corpo totalmente alinhado com a água
· Potência na ação dos movimentos
· Coordenação na ação dos braços combinados com as pernas.

Descrevendo melhor cada um deles e suas fases:

Posição do corpo

Quanto mais alinhado com a água, em posição completa de "streamline" menor será a resistência frontal e melhor será a filipina. Tentar manter o corpo nesta posição deve ser um dos primeiros passos do treinamento específico para a melhora da filipina.

Outra coisa muito importante é não permitir que os pés subam e fiquem acima da linha do corpo (muito comum) ou desalinhar no movimento de deslize após a impulsão da parede.

Potência na ação dos movimentos

O trabalho é de curta duração (entre 3 a 6 segundos) mas de alta intensidade na ação dos movimentos, por isso a necessidade da alta força explosiva na realização dos mesmos.

Coordenação

Uma excelente potência na ação de braços e pernas além de uma posição em completo streamline pode ser totalmente perdida se a ação dos movimentos não tiver o exato "tempo" de ser executada.


O correto momento de entrar com a ação dos braços e posteriormente das pernas é algo treinável e de muita importância na sensibilidade do nadador.


Como dica, normalmente dizemos ao atleta que quando ele começar a perder a velocidade ao sair da parede é a hora de entrar com a puxada, seguindo-se quando começar a perder a velocidade após a puxada iniciar a recuperação e a pernada, e assim até o início do nado. Tal orientação é bastante subjetiva e só é realmente adquirida pelo atleta após muita prática.




FASES DA FILIPINA

Saída da parede

A saída da parede é de lado, e em movimento progressivo e natural, o atleta volta a posição ventral na sua impulsão antes de qualquer ação dos braços. A duração da primeira fase depende exatamente da potência do nadador na capacidade de impulsão da parede e da fora de seu corpo na busca do melhor streamline possível.

Muitas vezes a filipina sai funda e isso acaba ocasionando a pressão dos braços para baixo no intuito de subir a superfície mais rápido. Com a exata saída de borda, a pressão dos braços será direcionada diretamente para trás aumentando a potência e o trajeto da filipina.

A puxada

O movimento contínuo, explosivo e forte é executado diretamente para trás sendo que o atleta deve manter a posição mais alinha possível. Não executar a puxada para baixo (erro comum) levando seu corpo diretamente para cima, faça a subida de seu corpo para a superfície ser natural e progressiva.


A recuperação

Com o movimento dos braços junto ao corpo ao máximo possível, sinta como se suas mãos estivessem alisando o seu corpo na recuperação. A posição da cabeça é fundamental! A cabeça deve estar alinhada com o corpo e com o rosto voltado para baixo. O nadador deve manter a cabeça inalterada até o final da filipina e início do nado.

A jogada dos braços a frente deve ser coordenada com a ação da pernada para a subida com potência do nadador a superfície.

QUANTO REPRESENTA UMA FILIPINA NUMA PROVA DE PEITO

Este fator varia muito pela qualidade e eficiência do nadador de prova para prova, como também varia e muito nas provas disputadas em piscinas de 25 ou 50 metros, e também nas provas de 100 e 200 peito.
Como dado informativo, levantamos alguns números que comprovam a importância da filipina nas provas de peito:

Piscinas de 25 metros
Prova de 100 peito - 25 a 30% do tempo total de prova
Prova de 200 peito - 35 a 40% do tempo total de prova

Piscinas de 50 metros
Prova de 100 peito - 10 a 13% do tempo total de prova
Prova de 200 peito - 20 a 25% do tempo total de prova

ÚLTIMAS MUDANÇAS TÉCNICAS NA FILIPINA

· Alguns treinadores e atletas esperavam as mãos cruzarem a linha dos olhos para o movimento da cabeça para cima e o início do nado na finalização da filipina.

· Outros, esperavam os cotovelos passarem a linha dos olhos para levantar a cabeça na finalização da filipina.

· Atualmente, o movimento da cabeça só irá acontecer após o início do nado ou seja, a cabeça ficará inalterada durante todo o movimento da filipina só retornando para cima no início do nado. Tal observação já pode ser vista nos principais nadadores de peito do mundo. Particularmente estivemos observando Ed Moses (USA), Brendan Hansen (USA), e todos executam este mesmo movimento.

O QUE ESTÁ POR VIR NA FILIPINA

· O que já mudou e tem uma boa aceitação dos nadadores e embasamente técnico científico dos treinadores já citamos, mas e o que está por vir...

Alguns movimentos ainda não encontrarão embasamento suficiente para serem enquadrados nos movimentos mas vale aqui citá-los.

· O 1o é a concentração do nadador no início de nado após a realização da filipina.


A idéia é fazer com que o nadador se concentre de forma tal na passagem da filipina para o estilo sem perder velocidade, coisa que acontece com muita freqüência.

Uma filipina bem executada muitas vezes não representa um bom início de nado. Exatamente por isso, esta nova técnica daria ao nadador a concentração total nesta passagem eliminando a primeira respiração do movimento quando o nadador subir a superfície para o início de nado.

· A 2a técnica em estudo é a filipina cruzada. Ed Moses já está a praticá-la mas não a utilizou ainda em grandes eventos. A puxada de braços seria a mesma no início mas na altura dos ombros as mãos se cruzam antes da finalização da puxada ao lado do corpo.

· Ambos os movimentos acima citados ainda não têm comprovação científica de seus benefícios mas fica válido como fonte para futuros estudos

Fonte: Tudo Sobre Natação

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Aqui estão alguns termos e abreviaturas utilizados por professores, treinadores e atletas .

GLOSSÁRIO


Aqui estão alguns termos e abreviaturas utilizados por professores, treinadores e atletas afim de facilitar a comunicação nos treinos.
com. ................................. tempo de intervalo entre um tiro e outro.
int. .................................... abreviação de "intervalo".
i. ....................................... abreviação de "intervalo".
a cada .............................. significa que o atleta vai sair, nadar e descansar dentro do tempo estipulado
a / c .................................. abreviação de "a cada".
@ ..................................... abreviação de "a cada".
melhor para ..................... significa que o atleta vai nadar e chegar no tempo determinado. ex: 5 x 60 melhor para 40"
m/p ................................... abreviação de "melhor para".
em .................................... é o mesmo que "melhor para". ex: 10 x 60 em 40" com 45" i
na posição ....................... significa que o atleta vai nadar com o estilo encaixado e bem executado (com boa técnica) dentro de uma boa posição hidrodinâmica do corpo.
estilo ................................ é o principal estilo do nadador fora o crawl (N2).
livre .................................. execução de qualquer nado e/ou exercício.
solto, soltando, relaxando, relaxado, regenerativo ..... nadar bem relaxado para desintoxicação e aquecimento do corpo.
forte ................................. nadar forte, rápido.
fraco ................................. nadar fraco, lento.
perna (pr) ......................... execução de pernadas.
braço (br) ......................... execução de braçadas.
alt. .................................... abreviação de alternar. alternar o exercício.
N1 .................................... é o estilo principal do nadador.
N2, N3 e N4 ..................... é o segundo melhor estilo do nadador, o terceiro e o quarto e pior estilo do nadador.
educ. ................................ exercícios educativos do nado especificado (não nadar completo).
dir, esq ............................. lado direito e lado esquerdo.
cw, cts, pt e bb ................. crawl, costas, peito e borboleta.
ondu. ................................ ondulações.
s/p ; c/p ............................ sem prancha, e, com prancha.
s/b ; c/b ............................ sem bóia, e, com bóia.
>=< ................................... vai de uma maneira volta de outra.


segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Melhorando o Nado CRAWL


Todos queremos nadar mais rápido...Aumentar a velocidade na natação é muito mais difícil do que aumentar a velocidade em outros esportes, como o ciclismo, no qual o atleta muda uma marcha e mantém as rotações por minuto ou, simplesmente, aproveita um declive e já esta mais veloz, ou na corrida, atividade mais natural do ser humano, em que qualquer atleta de final de semana pode dar um pique em uma velocidade elevada por vários metros, por exemplo.

A Natação é diferente por uma série de motivos, o principal é o meio líquido, onde se locomover tem um custo energético 4 vezes maior do que na terra.
Outro motivo importante é o quadrado da velocidade: esse princípio diz que para dobrar a velocidade do deslocamento quadruplica-se a resistência da água.

Por esse motivo, alguns atletas durante os treinos baixam poucos segundos em uma determinada distância e sua sensação de esforço é tão grande.
Uma das soluções é treinar cada vez mais, e aprimorar a técnica, para isso você deve se concentrar nos movimentos que já são “automáticos” e tentar conscientizar-se de cada gesto, desenvolvendo a propriocepção, habilidade de fazer o movimento correto sem estar se vendo. Seguindo as orientações dos seus treinadores, professores ou técnicos.

Algumas dicas para aumentar a sua velocidade no nado crawl:

1. evite movimentos desnecessários
2. busque uma ótima combinação de contração e relaxamento muscular
3. Garanta a harmonia da respiração com os movimentos dos braços
4. produza forças propulsivas
5. reduza a ação de forças resistivas
6. Mantenha a continuidade (fluência do nado)

A natação exige dos atletas varias qualidades físicas, entre as mais importantes para aumentar a velocidade do nado é a flexibilidade e a força.

Deslocamento no meio líquido: fim do mistério

Existem detalhes técnicos em cada um dos quatro nados que podem ser classificados como críticos.
Tratando de movimentações tecnicamente corretas e hidrodinamicamente eficazes, todo detalhe é relevante e merecem atenção de nadadores, alunos e professores.

Podemos destacar alguns com maior grau de importância que requerem atenção redobrada pois combinam duas características:
forte influência na eficácia final no nado
ao mesmo tempo, difícil assimilação


Mesmo sendo um assunto polêmico entre os profissionais da área vale a pena analisa-los. Pois os princípios físicos do meio líquido não se alteram.

1. Nado CRAWL: não finalizar a fase submersa da braçada junto às coxas.

Há evidências científicas que essa fase final é a mais propulsiva de todo o ciclo de braço e no Crawl, cerca de 80% da propulsão total do nadador é obtido com a ação de braços.

Ainda assim, é impressionante como tem aluno que não completa a ação submersa e inicia a recuperação de forma prematura. Este erro costuma aparecer também no Borboleta com efeitos quase tão desastrosos como os vistos no Crawl.

2. Nado COSTAS: falta de "rolamento" de ombros.

O rolamento de ombros no Costas é uma ação que ao mesmo tempo diminui o atrito frontal do nadador contra a água, reduzindo significativamente o arrasto total do nado, e funciona como elemento posicionador dos braços, propiciando tanto uma boa recuperação do braço cujo ombro está emerso, como uma boa tração e empurre do braço oposto (submerso).

Apesar disso, pouquíssimos nadadores fazem este rolamento com a amplitude necessária sem muita correção e exercícios específicos.

3. Nado PEITO: redução ou completa ausência da fase de deslize logo após a ação de pernas. Talvez influenciados pelos demais nados, cuja propulsão provém majoritariamente da ação dos membros superiores, a grande maioria dos nadadores de peito tende a ser muito ansiosa para reiniciar uma nova puxada de braços após cada ação de pernas, não deixando que ocorra a famosa “pausa de deslizamento”.
O atual recordista olímpico dos 100m e 200m Peito, o japonês Kosuke Kitajima,tem um nado que é pedagógico neste detalhe.
Em todas as provas , ele é o que mais desliza e obtém sempre os melhores tempos.

4. Nado Borboleta: executar o nado sem a contribuição efetiva da golfinhada.
Seja devido a uma golfinhada com pouca amplitude e (por isso mesmo) pouco eficaz, seja por executá-la de forma descoordenada com a ação de braços, é enorme o número de nadadores que executa um nado Borboleta praticamente só ás custas dos braços.

Não deixa de ser uma maneira viável de nadar, mas extremamente cansativa e pouquíssimo eficiente.

Exercícios em separado (visando amplitude e freqüência corretas da golfinhada) e de coordenação geral devem ser feitos exclusivamente com este foco: nadar o Borboleta utilizando-se corretamente seus dois elementos propulsivos: braçada + golfinhada.

Agora é só pôr em prática !!!!!

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

10 Maneiras Para Um Perfeito Streamline

Em julho já postei sobre esse asunto, mas como é super importante, resolvi colocá-lo novamente, agora com a opnião do coach(técnico) Wlad do Paineiras:

O "streamline" é tão importante em natação que ainda não foi encontrada uma tradução apropriada para a palavra que representa uma posição mais do que fundamental para qualquer nadador, em qualquer idade, nível ou estilo. A posição de streamline deve ser aplicada em todas as saídas, viradas e até mesmo em algumas posições do nado.

1 - Coloque uma mão sobre a outra

No momento do deslize, é importante que uma mão esteja sobre a outra, com o polegar da mão que está em cima flexionado pressionando a mão de baixo. Tal posição deve ser mantida com segurança pois com a pressão da impulsão as mãos podem ser afastadas. Existem treinadores que sugerem um "leve" quebrar do punho, mantendo a posição das mãos um pouco abaixo do streamline, como um bico de golfinho.

2 - Mantenha as mãos paralelas com a superfície

Da mesma forma que o corpo precisa estar o mais plano possível, os braços e mãos fazem parte desta projeção. Má posição neste item pode causar aumento da resistência e diminuição da potência do streamline.

3 - Feche bem os braços

Muitos nadadores têm dificuldade nesta ação por conta da falta de flexibilidade nesta posição. A idéia é ter os braços o máximo extendido possível, sem qualquer flexão e cruzados por detrás da cabeça. Braços semi-flexionados ou semi-abertos são os inimigos mortais do streamline.

4 - Aperte os biceps atrás dos seus ouvidos

Esta posição só é possível para quem tem uma boa flexibilidade e faz o movimento com tranquilidade. A intenção é pressionar os bíceps contra os seus ouvidos e não contra a parte de trás da sua cabeça.
5 - Cabeça alinhada com o corpo
É talvez o erro mais comum. Manter a cabeça totalmente alinhada com o corpo é fundamental para uma boa execução de streamline.

6 - Contração do corpo

A intenção é fazer uma espécie de torpedo com o seu próprio corpo. Assim você pode até contrair os glúteos e ter uma forma mais alinhada e propícia para a performance da propulsão e deslize. Tal contração demora alguns segundos e logo em seguida o relaxamento para o final do movimento.

7 - Matenha as pernas extiradas

Assim como nos braços, a flexibilidade é que determina a qualidade deste movimento. Mantenha as pernas extiradas e juntas.

8 - Aponte os dedos dos pés

Essa dica já é buscando uma perfeição no movimento. O movimento incluí apontar os dedos dos pés para o lado oposto do nadador.

9 - Pés juntos

Na contração do corpo os pés entram neste processo também. Um levemente sobre o outro e contraídos para melhor extensão e minimização da resistência.

10 - Sempre vá um pouquinho mais longe

Toda vez que praticar o streamline procure sempre incrementar a qualidade diminuindo a resistência e aumentando a potência da impulsão.

Faça isso diariamente e os resultados virão com naturalidade.

Posição da cabeça no nado crawl para Masters

É inegável que qualquer alteração brusca na técnica de nado do nadador é algo bastante difícil de ser concluído em poucas sessões de treino ou técnica. Alterações técnicas são resultados de processos educativos e desenvolvidos com paciência até se chegarmos a um bom padrão. E nunca será definitivo, sempre haverá algo há ser trabalhado. Portanto a palavra é PACIÊNCIA.


E estamos falando para nadadores masters, a paciência tem de ser maior ainda. Não desanime se seu treinador lhe der uma orientação ou correção, e 100 metros depois você perguntar a ele se melhorou e a resposta for negativa ou um afirmativo sem muita convicção (somente para lhe agradar). Chegar a um bom nível técnico de nado requer paciência e prática. Portanto não deixe para amanhã, comece logo hoje.


Este artigo fala exclusivamente da alteração da posição da cabeça no nado crawl. Para você que vem sendo nadador desde as décadas de 60, 70, 80 e até 90, aprendemos, treinamentos e ensinamos nossos nadadores a manter a cabeça voltada para a frente, com o nível da água na altura da testa.


Entretanto, tal técnica hoje está superada e não mais temos tal tipo de posicionamento. O "novo crawl"determina uma posição de cabeça mais baixa, relaxada, com os olhos voltados para baixo, no fundo da piscina mesmo. Esta alteração fez o corpo subir um pouco na água, mantendo toda a linha da coluna espinhal manter-se totalmente plana no topo da água.


O novo posicionamento da cabeça trouxe o quadril para cima e permitiu uma maior e melhor movimentação do mesmo, ou seja, o rolamento do quadril (outra grande alteração do "novo crawl") será e muito facilitado.


Como e quando começar? Seguindo orientação de seu treinador, procure executar exercícios educativos buscando a posição. O melhor e mais fácil deles é nadar com as mãos do lado do corpo bem relaxadas, somente batendo pernas e manter a cabeça voltada para baixo preocupando-se com a linha horizontal do corpo no nível da água.


Tal educativo tem uma dificuldade que é o momento da respiração, para este momento inicia fazendo o movimento da cabeça para cima, ou seja, a respiração frontal, e com o tempo passe a fazer a respiração lateral com o giro completo do corpo (iniciando pelo quadril). Esta nova fase de respiração já irá preparar o seu corpo para o novo estilo que será executado com maior rolamento do quadril.


Não pense que no primeiro dia de prática ou tentativa será o suficiente para você desenvolver e corrigir a posição, isso irá requerer tempo e acima de tudo paciência para chegar a um nível adequado. Trabalhar este tipo de técnica e educativos no início do treinamento irá corrigir o seu posicionamento e terá o seu corpo descansado, ou seja, em melhores condições de desenvolver a técnica. Repetir o trabalho no final do treinamento, irá fazer com que seu corpo mantenha o trabalho aprendido no início da prática agora com seu corpo "cansado". Conclusão: faça os dois.


Na fase inicial da modificação técnica, os educativos na parte inicial do treinamento são mais importantes, e com o tempo os da parte final do treinamento também deverão ser praticados. Assim como na sua prova na competição, quando você começa sua prova sua técnica de nado é bem superior aos metros finais de prova, assim o mesmo processo ocorrerá no programa diário de treinamento.


Comece hoje, não deixe para amanhã e sucesso!!!

Por Coach Alex Pussieldi

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

Aquecimento antes das provas, sim ou não?

O aquecimento que antecede a prova é muito importante. Além de evitar uma série de lesões faz com que tenhamos noção do rítmo da prova que iremos nadar.
Em primeiro lugar, todo o aquecimento deverá ter início com um nado confortável para que a musculatura / tendões / ligamentos / nervos vão se adaptando ao esforço. Após este primeiro contato com a água, faremos trabalhos de perna educativos e rítmo (dependendo da prova a nadar). Quando maior a distância da prova, maior a série de rítmo que deverá ser feita. Após feito tudo isso, vem a recuperação da freqüência cardíaca com nado solto, além da recuperação muscular.


Vale a pena relembrar, que cada nadador nada uma certa metragem, tem diferentes rítmo de treinamento, e diferentes faixas etárias.

O mais importante de lembrar é que TODO aquecimento deverá conter:

1) Parte inicial, nado confortável, ou solto com perna e educativo.
2) Parte principal, a série de rítmo propriamente dita.
3) Parte final, volta a calma solta para recuperar a musculatura e freqüência cardíaca.

Fonte: Renovação News

FICAR EMBAIXO D'ÁGUA OU COMEÇAR A NADAR???

No último Campeonato Nacional Americano Absoluto, dois velocistas do Irvine Novaquatics da Califórnia, Jason Lezak e Scott Tucker levaram as medalhas de ouro e prata da prova dos 100 metros nado livre. Ambos foram os dois nadadores entre os 8 finalistas que ficaram menos tempo embaixo d'água na saída e na virada. Entretanto, no último Campeonato Americano Universitário da 1a. Divisão Feminina, a nadadora Natalie Coughlin quebrou recordes americanos nas provas de crawl, costas e borboleta e sempre esteve pelo menos 15 metros de cada 25 jardas na parte submersa.


É bom nadar embaixo d'água em piscina curta e não é em longa?
Muito cedo para qualquer conclusão, de qualquer forma o que é certo é que a mesma fórmula não se adapta para qualquer nadador e muito menos para qualquer prova. O treinador americano Richard Quick técnico da equipe feminina olímpica das últimas 3 Olimpíadas disse que a mais revolucionária técnica da natação nos últimos anos foi a invenção do 5o estilo em natação: o nado submerso (independente de qualquer outro estilo ele é aplicado em todas as provas).


Vamos considerar alguns fatores importantes na aplicação do nado submerso:


1) Força da impulsão de borda
A velocidade que o nadador deixa a borda é o momento mais rápido de toda a sua prova. Um dos fatores importantes é saber o momento exato de quando esta impulsão começa a perder força. Esta fase de transição de desaceleração da impulsão para a pernada, e da pernada para o nado é um grande segredo para o nadador saber tirar proveito.


2) Streamline
O nadador mais rápido é aquele que deixa a borda com menor resistência e realmente usa a força de impulsão. Esta posição extrema do nadador ajuda na desaceleração, é importantíssima!


3) Profundidade
O nadador se sair próximo da superfície irá encontrar resistência friccional e turbulência. Se for muito fundo na virada vai ser como escalar para retornar a superfície e retomar o seu nado. Uma ótima profundidade e como encontrá-la é um fator treinável e que irá determinar o "momento" exato e a profundidade correta.


4) Tipo de perna
A pernada submersa de borboleta tornou-se bastante popular nas provas de velocidade, entretanto alguns australianos já a utilizam nas provas de fundo. Este fator deve ser muito bem praticado nos treinamentos e apenas repetido nas competições.


5) Posição do corpo
Alguns nadadores ainda gostam de deixar a parede na posição frontal, entretanto os últimos estudos biomecânicos tem demonstrado que a saída na posição lateral é mais eficiente e rápida. ("Toda saída de borda é sempre de lado em todos os estilos, por Coach Alex Pussieldi,2001")


6) Número de pernadas
Este fator depende diretamente da habilidade e potência da pernada de cada nadador. Encontrar o número ideal será parte do programa a ser estabelecido. Além disso, o número de pernadas submersa também deve estar relacionado ao tipo de prova, ou seja, nas provas curtas 50-100 e 200 o nadador pode e deve abusar da pernada submersa, entrentato nas provas mais longas 400-800-1500 isso poderá lhe custar um dispêndio de energia muito grande a ser pago durante o desenrolar da prova.


7) Tamanho da pernada
Pernada submersa para as provas curtas: pequena amplitude muita freqüência, para as provas mais longas o oposto.


8) Tempo exato da pernada
Este fator é a parte da sensibilidade do nadador para o início e a entrada da perna ao deixar a borda e começar a desaceleração. Esta habilidade custa ao nadador um bom ganho e principalmente uma economia no gasto energético.


9) Tempo exato do início de nado
Da mesma forma que o fator anterior, o início de nado também será outra habilidade para o nadador desenvolver. Se for muito cedo este início de nado, o nadador irá disperdiçar a potência de sua impulsão submersa patinando por alguns instantes na água, se for muito tarde, correrá o risco de perder a velocidade quando vir a superfície.


10) Tamanho da prova
Fator que determina outros vários fatores. Não pode ser a mesma tática submersa para a prova dos 50 metros nado livre e 1500 metros nado livre. Assim como o tamanho da piscina também é importante, já que nas piscinas de 25 metros o nado submerso fica mais valorizado e importante.


Todos estes fatores relacionados acima são treináveis. Agora, você só precisa utilizar três mecanismos para colocá-los em prática: cronômetro, observação e sensibilidade. Para isso comece a praticar desde já. Boa sorte!



Fonte: Best Swimming

* Artigo técnico do americano Scott Rabalais que analisa as vantagens e as técnicas do nado submerso. Tradução e adaptação Alex Pussieldi.

Alex Pussieldi
Head Age Group Coach FLST
Treinador da Seleção da Florida Gold Coast 1999-2002

sexta-feira, 9 de julho de 2010

O QUE FAZ UM CAMPEÃO DIFERENTE?

A pergunta foi feita em entrevista pela Revista da ESPN sobre o que fazia de Michael Phelps um nadador tão qualificado e diferente dos outros. O ex-campeão olímpico e um dos médicos de maior sucesso nos Estados Unidos revela em 10 pontos suas opiniões divididas em 3 blocos:

ANATOMIA

1) Hábitos do corpo
Este é um dos mais cruciais pontos. Não é só ser baixo, ou magro, ou forte. O corpo humano não tem o alinhamento total como um golfinho na água, por exemplo. O quanto mais alinhado estivermos (streamline) menos resistência e menos força teremos de fazer. Ser mais alto e mais magro é geralmente uma vantagem, assim como tamanho das mãos e dos pés. Longos braços e mãos grandes não só aumentam a área de puxada mas como também reduzem a freqüência do nado o que aumenta a eficiência.

2) Flexibilidade
Este componente é chave em todos os grandes nadadores. Já que a eficiência é um fator de grande influência, pequenos ângulos de rotação das articulações podem ser de grande impacto na velocidade na água.

3) Flutuabilidade
Cerca de 75% do corpo humano é composto por água, o resto é composto por componentes sólidos que podem afundar (músculos, ossos...) ou boiar (gordura, pulmão inflado). O seu peso no solo não determina o seu peso na água. Quanto mais alto e alinhado com a linha da água menor será a resistência no seu nado.

FISIOLOGIA

4) Coração e Pulmão
A capacidade cardiopulmonar é fundamental no desempenho atlético. Melhor respiração, pulmões mais desenvolvidos, aumentam a eficiência no transporte do oxigênio para o sangue, hemoglobina e músculos.
Algumas das capacidades são naturais, mas grande parte delas são desenvolvidas com o treinamento adequado.

5) Sensibilidade
Sensibilidade com a água, é uma sensação proprioceptiva, é algo que somente os nadadores mais refinados tem. É algo natural e muito difícil de ser conseguido.

6) Potência
Não faz diferença o quanto você tenha nas outras qualidades se você não tiver massa muscular suficiente para os movimentos do nado. O dilema aqui é que quanto mais massa muscular conseguirmos pior será nossa flutuabilidade. A chave do trabalho aqui é conseguir potência sem alterar significativamente a forma do corpo ou a perda de flexibilidade.

7) Coordenação motora
Boa coordenação faz a diferença na aprendizagem de novas técnicas e ajustes. Melhor coordenação faz os atletas serem melhores "alunos" e dominar as instruções de forma efetiva.

PSICOLOGIA

8) Desejo de treinar
É a simples atitude de querer ser melhor, melhor e melhor. A cada dia em cada instante ou prática. Motivação tem muito a ver com este componente.

9) Desejo de vencer
Vencer é 90% mental. Mark Spirtz costumava me dizer, se todos os 8 finalistas estiverem bem preparados, vai vencer aquele que tiver a melhor preparação mental. O nadador que tiver esta habilidade, não somente irá se concentrar em alguns pontos positivos quando estiver sozinho, mas também conseguir bloquear as idéias negativas que podem lhe tirar a atenção e concentração.

FÍSICA

10) Ambiente de treinamento e competição
Este fator passa a ser cada vez mais importante. Este termo inclue os treinadores (normalmente mais de um), companheiros de treino, locais de reinamento, equipamento de competição, psicológos, nutricionistas, enfim tudo o que possa lhe fazer nadar mais rápido e possa lhe dar uma melhor preparação.

Fonte: Swimming_girls